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 ... Red Ice ...

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@onceupona_bite
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MensagemAssunto: ... Red Ice ...   Ter Nov 19, 2013 10:35 pm



Red Ice




Sinopse:






- NC - 16
- Tipo - Crossover TVD/ The Originals - Klaroline




Lista de capítulos:

- Capitulo 1 >> >> Lego House
- Capitulo 2 >>>> Drunk
- Capitulo 3 >> Firely
- Capitulo 4 >>> Everything Has Changed



Autores : @essesfadodamon & @onceupona_bite


Última edição por @onceupona_bite em Sex Dez 13, 2013 8:39 pm, editado 5 vez(es)
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@onceupona_bite
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MensagemAssunto: Re: ... Red Ice ...   Ter Nov 19, 2013 11:09 pm

CAPITULO 1 - LEGO HOUSE
Vermelho.

Era quase como se estivessem pintados, mas de dentro pra fora,  como se a cor preenchesse cada célula desde do interior até à superfície macia daqueles lábios deliciosos. Muitas vezes me pergunto como alguém tão cruel pode ter uma boca tão delicada. Provavelmente vou conseguir responder a essa e a várias outras perguntas quando o demónio que possuiu minha mente abandonar esse corpo e me permitir ser novamente  Caroline.  Caroline, a chata, a loira, a irritante, a hipócrita, a … eu. Uma última olhada para aqueles lábios e vou embora. Juro que vou! Eu estou enganando quem? Já estou com Klaus há mais de 3 meses, e todas as vezes que nos encontramos eu prometo a mim mesma que será a última vez. E nunca é. Minha alma está podre de promessas por cumprir. Minha alma está podre porque estou com ele. Vampiros tem alma? Se tiverem, eu tinha, até encontrar Klaus. 

 Ele está acordado. Seus olhos estão fechados ainda naquele leve abraço que os cílios proporcionam. Mas meu corpo está alerta. Eu sempre sei quando ele está acordado. Meu corpo sempre sabe. Talvez seja exagero mas eu sinto que eu sei que ele acordou, segundos antes dele realmente acordar. Essa sintonia me encanta,  me petrifica, me assusta e me destrói. É como se nós fossemos feitos um para o outro, como dizem nos contos de amor. Mas como você pode ser feita para alguém que não respeita a vida? Que não respeita a morte?! Como você pode estar destinada a alguém cujas as memórias são banhadas de sangue, enganos e desenganos, como você pode ser a metade de algo que nunca será inteiro? Desde a primeira vez que eu olhei para ele eu soube que o sentimento que ele me transmite através de tudo que ele faz, de tudo que ele me diz, não tem precedentes, que eu nunca poderia simplesmente explicar a alguém como eu me sinto relação a isso.  É como se o mundo girando lá fora a milhares de quilómetros por hora fosse pouco para me fazer parar, é como se o sol gritante não me iluminasse o suficiente, é como se esse anjo com alma de demónio fosse a minha gravidade, aquilo que me mantem no eixo, que me permite estar em equilíbrio com todo o resto a minha volta, é como se eu nunca tivesse o suficiente e ao mesmo tempo estivesse sempre cheia, transbordante. 

Eu tenho que ir embora enquanto ainda é tempo, enquanto minha mente não esta totalmente tomada como o meu corpo ou minha alma, a qual duvido da existência. Eu tenho que parar, antes de me perder totalmente e nunca mais achar o caminho de volta.
Klaus significa problemas. 
E eu nunca serei solução.
Não o suficiente.


Eu sabia que ela já tinha acordado. E estava me observando. Não que ela tivesse se mexido, mas era como se a mente dela estivesse em movimentos tão intensos que tivessem me despertado. Eu podia sentir os olhos dela em mim. Isso me assustava as vezes. Eu sempre sabia quando Caroline me olhava, mesmo que ninguém mais visse, não importa onde ou em que posição eu estivesse. Sim, eu disse que isso me assusta. Meu irmão riria se me ouvisse falar que algo me assusta. Mas eu acho que tudo na minha conexão com ela me assusta. Sim, eu prefiro chamar a isso de conexão. E meu irmão nunca vai saber dessa minha fraqueza de me assustar com algo, porque esse é o nosso segredo sujo. Não que eu tenha medo do que os outros dirão. Mas porque essas são as regras dela. Exibir a imagem de uma garota politicamente correcta que não dorme com híbridos homicidas de famílias desajustadas. Sim, essa é Caroline, para Elena, Bonnie, Liz, para Mystic Falls. Mas a que está aqui deitada na cama, fazendo meu corpo responder a sua análise detalhada da minha anatomia, sem que nem mesmo eu esteja vendo o seu olhar, essa é simplesmente "a minha garota". Mas qual das duas é a verdadeira? Eu não quero pensar nisso agora, eu tenho coisas mais interessantes pra pensar sobre ela no momento.

Você parece tão distante, mesmo estando aqui do meu lado -  Ele disse isso sem se mexer, e ainda sem abrir os olhos. Eu tinha quase a certeza de que ele conseguia ler meus pensamentos ou algo assim, e isso me deixava terrivelmente tensa. Principalmente quando ele falava assim, baixinho, rouco, e com aquele sotaque que me fazia esquecer da morte.
Ele abriu os olhos, lindos, diga-se de passagem, e ficou me encarando esperando que eu dissesse alguma coisa. Eu ri quando a sobrancelha esquerda dele se elevou demonstrando o primeiro sinal de impaciência. Ele é assim. Quer tudo, de todas as formas, e pra ontem.

- O que foi? Eu não vou te dizer no que eu estou pensando. É pessoal! – Eu disse na defensiva e mudei de posição na cama.

- Eu poderia te obrigar .

- Poderia, mas não fará - Ele deslizou o corpo rapidamente ficando em cima de mim

-Eu sou excluído da sua vida social, do seu mundo cor-de rosa e agora também dos seus pensamentos enquanto está comigo, me olhando desse jeito?

-Eu também não faço parte da sua vida social e do seu mundo escarlate.
 - Ele pareceu enrijecer em cima de mim. Mas não da maneira que eu queria. Eu queria poder desviar os olhos e não perceber aquele olhar frio que veio junto com as palavras dele.

-Isso é uma opção sua, love. - Ele levantou ignorando a minha cara de embirrada e começando a se vestir.

- Onde você vai tão cedo? - Perguntei num tom mais alto do que o seria de esperar para alguém que não se importa.

- Eu tenho um império para governar -  Ele disse quase fazendo pouco caso da minha presença. Senti o ódio preencher cada célula do meu corpo. Era eu que devia estar indo embora, e nunca mais colocar meus pés ali. Era eu. 

-Eu não quero saber do seu império, do seu poder, das pessoas que lambem o chão que você pisa – Eu disse já irritada me levantando de supetão e caminhando em direcção ao banheiro.

- Deveria, eles serão seus também se você ficar. - E com a proposta implícita naquela frase quase cruel ele me deixou ali sozinha, meu pés pareciam extensões das pedras antigas que revestiam o piso onde eu estava fixa como um árvore anciã. O chão frio combinando com meu cérebro gelado. Algo dentro de mim deixou de funcionar.



Eu odiava quando isso acontecia. Quando tinha algo para fazer com ela que não era brigar, e ela acabava levando as coisas pra esse nível. Pra os nossos "assuntos que não devem ser abordados". Quem começou dessa vez com isso? Eu não sabia se tinha sido eu ou ela. Mas a verdade é que eu deixei o quarto rapidamente antes que eu falasse: "ok, vamos resolver isso de uma vez por todas. Largamos tudo que temos e vamos viver nossas vidas". Mas eu sabia que as coisas não eram tão simples. Nada era simples pra mim. Nada era simples com Caroline. Nós somos uma combinação letal. Eu sabia que ela não ia ficar, sabia que ela não estaria lá me esperando quando eu voltasse. Mas algo dentro de mim também sabia que mais cedo ou mais tarde (e ultimamente vinha sendo cada vez mais cedo) nós estaríamos juntos de novo pra seguir com o nosso segredo sujo. O que eu precisava fazer agora era ocupar o meu tempo com algo que fosse não pensar nela.


.
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Rita Fernanda

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MensagemAssunto: Re: ... Red Ice ...   Qua Nov 20, 2013 9:05 pm

Venho aqui solenemente por motivos de ser obriga pela Jenniffer comentar essa maravilha. "Coisa mais linda, um dos gifs que eu postei aqui durante um surto Klaroline é que abre a fic" "Os POVs do Klaus, tão ele que doi na minha alma!" Isso foi o que eu já falei no TT, mas enfim, realmente amei, só peço que não deixem o Klaus tão "apaixonado", por mais que ele fique assim quando esta junto da Caroline, ele ainda é o louco que a gente ama.
Ps: QUERO O OUTRO CAPITULO PRA ONTEM!! Wink
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@onceupona_bite
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MensagemAssunto: Re: ... Red Ice ...   Qua Nov 20, 2013 9:21 pm

Smile é obrigada mesmo! Ninguém mandou ficar enchendo a porra do meu saco! Agora aguenta!
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Medleyholt



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MensagemAssunto: Re: ... Red Ice ...   Qui Nov 21, 2013 10:46 pm

surtando aqui, eu amei pqp
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@onceupona_bite
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MensagemAssunto: Re: ... Red Ice ...   Sex Nov 22, 2013 10:19 am

Tankiu Smile)
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Drix

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MensagemAssunto: Re: ... Red Ice ...   Sex Nov 22, 2013 9:29 pm

ameeeeeei!
confesso que quando eu pensei neles juntos, era uma coisa diferente, mas, amei essa forma de vocês pensarem! clap clap clap
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@onceupona_bite
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MensagemAssunto: Re: ... Red Ice ...   Sex Nov 22, 2013 9:46 pm

kkkkk

o que vc imaginou??
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Drix

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MensagemAssunto: Re: ... Red Ice ...   Sex Nov 22, 2013 9:57 pm

imaginei putaria, obviamente, mas, a Caroline sem essa duvida toda.
querendo esconder de todos, mas, esquecendo essa moralidade nos braços dele.
no melhor estilo - friends with benefits -
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Pedro Crows Nest

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MensagemAssunto: Re: ... Red Ice ...   Qua Nov 27, 2013 9:20 pm

 Capítulo 2 -  Drunk

"I wanna be drunk when I wake up
On the right side of the wrong bed
And never an excuse I made up
Tell you the truth I what didn’t kill me
It never made me stronger at all" (Ed Sheeran)
 



Eu não posso dizer que estou infeliz em New Orleans. Também não posso dizer que aqui sou completamente feliz. Meus planos nem sempre correm como quero, sempre tenho surpresas desagradáveis em meu caminho, mas eu me sentia bem alí na minha casa , me sentia pelo menos inspirado. Eu sempre pintava no meu atelier, mas essa noite estava quente e o que eu queria pintar só podia ser visto do meu quarto. Eu estava concentrado procurando um tom de azul . O céu de New Orleans tem um tom mais escuro que o de Mystic Falls, eu teria que criar esse tom. Juntei dois tons de azul diferente, mergulhei o pincel na tinta e foi quando eu senti trazido pela brisa da janela um cheiro conhecido. Eu já havia sentido aquele cheiro antes, mas o que seria? Olhei pela minha janela, a rua estava deserta e em todas as casas as luzes estavam apagadas. Talvez tenha sido apenas um truque da minha memória. Se eu não reconhecia o cheiro então não devia lembrar, voltei ao tom de azul que eu tinha criado e então uma sensação de estar sendo observado golpeou-me a nuca. Virei lentamente. Havia sim, algo errado. Havia algo ali.  Alguém.Mas quem seria burro o suficiente para invadir o quarto da criatura mais sanguinária da cidade, eu teria que descobrir.

-Ok. Eu sei que há alguém aqui. Se voce sair de onde estiver, me poupando de ter que parar minha pintura para te procurar, eu prometo que deixo você escolher a forma como quer morrer.


A cortina fez um movimento leve, e uma criatura loira, suave como uma leoa em caça apareceu e caminhou lentamente até ficar em frente a mim.

-Mesmo que seja pulando de cabeça da torre Eifel? 


-Caroline!

Aquilo podia ser um sonho....o que eu tinha bebido no jantar?

-Quanto tempo terei que ficar aqui parada esperando que voce dê sua palavra que me levará para morrer em Paris?


Eu devia estar com a expressão entre surpreso e babaca. Eu não sabia o que fazer ou o que falar. Todas as frases que me vinham em mente pareciam muito idiotas pra ser ditas. Mas eu tinha que dizer algo.

-Hey, bom ver você Caroline. O que faz aqui? Você está bem longe do campus do Wilthmore College...e de Paris. Isso é algum outro plano vingativo do Tyler?

-Bem, eu vim verificar sua disponibilidade em cumprir promessas. Você um dia me disse que havia um mundo que queria me mostrar e que se eu tivesse interesse, poderia procura-lo. E Tyler não tem nada a ver com isso. Eu certamente não estaria aqui se ainda estivesse com ele.

Aquilo era bom demais pra ser verdade. Bom demais pra mim. Ela pareceu ler meus pensamentos.


-Ok, pegue o seu telefone. Ligue pra qualquer pessoa de Mystic Falls que você queira e pergunte sobre mim. Ok, minhas amigas e minha mãe não lhe dirão a história que inventei pra elas, mas ligue pra Damon. Ele certamente terá prazer em te dizer que estou na Itália tentando me curar de um coração partido.

-Ok, eu acredito em você. Eu só não esperava...

-Você está ocupado?


-Eu sempre estou ocupado.


Ela caminhou rapidamente em direção a minha janela. Eu fui mais rápido, afinal eu tinha que consertar minha babaquice.


-Hey, Caroline. Pare. Nós estávamos parados bem perto da janela, a luz da lua refletia nos cabelos dela. Agora eu queria pintar outro quadro, um que tivesse aquele tom.


-Eu já entendi que não foi uma boa idéia vir procurar você. Que eu fiz uma loucura e que você continua sendo o mesmo babaca com problemas de confiança de sempre. Então, se você me soltar, eu posso ir.


-Por favor, fique. Eu apenas estou surpreso...porque voce não me avisou?


-Porque eu não sabia se realmente  teria coragem de fazer isso...vir procurar você.


- E seus amigos...


-Ninguém sabe, Klaus. Ninguém exceto a pessoa que me aconselhou. Aliás nem ela mesmo acreditaria que  eu tive a coragem de fazer isso.


Eu a olhei curioso.

-Eu não vou dizer a você quem foi. Ela respondeu aniquilando a pergunta que eu já tinha formulado em mente.


-Não importa, eu estou feliz de ter você aqui. Nós precisamos comemorar isso, quero ver o que os meus irmãos dirão quando...


-Você está maluco? Você não entendeu? Ninguém pode saber que eu estou aqui,ninguém pode saber sobre "nossos planos".


-Bem, os seus amigos não sabem, mas eu acho que posso pedir segredo a meus irmãos e meus súditos sobre isso.


-Rebekah e segredo não combinam em uma mesma frase....você falou súditos? Realmente isso? Quem usa essa palavra hoje em dia?


-Eu estou construindo um reinado aqui, love. Você pode aproveitar a sua estadia para observar tudo e decidir ser a minha rainha. Eu disse isso usando toda uma máscara de pretensioso propositalmente.


-Primeiro, não acho que seus irmãos ficarão felizes em me ver. Segundo, eu nunca apoiei suas idéias megalomaníacas e terceiro: senhor rei, o fato de que eu esteja aqui no seu quarto no meio da noite não significa que eu esteja me oferecendo pra ser sua concubina.


-Eu disse "rainha". Respondi calmamente, como se as coisas que ela disse não tivessem me ferido.


-Que seja!



Me aproximei dela a ponto de poder sentir toda inquietação do  seu corpo nesse momento. O cheiro dela parecia me chamar. Tirei uma mecha do cabelo dela que estava em seu rosto, acariciando-a automaticamente com as costas das minhas mãos. Ela fechou os olhos e mordeu os lábios, depois os abriu e me olhou petulante no seu típico estilo "quem você pensa que é?"


-Qual o seu plano que você chama de "nossos planos", Caroline?


-Eu achei que você não teria problemas em me mostrar todas as maravilhas que disse que conhecia. Eu achei que poderíamos fazer isso em segredo porque os meus amigos e a sua familia jamais entenderiam. Eu achei que poderíamos ser...realmente...amigos... por um tempo.


O que eu estava fazendo que simplesmente não quebrava o pescoço dela e a fazia calar a boca? Ela por acaso percebia o absurdo que estava falando? Mas eu sabia bem o que machucaria ela bem mais que isso.


-Então quer dizer que você entra pela janela do meu quarto no meio da noite, usando um perfume estonteante, um  vestido transparente, um decote que oferece um mergulho, apenas pra me propor que sejamos amiguinhos saindo pelo mundo em busca de aventuras?Quando você vai perceber que eu não sou o babaca do Tyler que você mantinha na coleira?Vá embora, Caroline!


Ela me olhou como se nunca esperasse ouvir isso de mim, nós continuávamos junto um do outro e a raiva , ou seja lá o que emanando de nós faiscava.


-Você é um... Ela tentou falar mas coloquei o dedo sobre os lábios dela e depois eu a beijei. Ela tentou lutar e no inicio podia parecer repulsa, mas quando ela me jogou na parede e continuou beijando sem tentar se soltar das minhas mãos eu entendi que ela estava deliberadamente retribuindo. Eu usei uma das minhas mãos para subir o vestido dela e quando encontrei sua bunda, puxei-a mais forte contra mim. Ela rasgou minha camisa e aproveitando o efeito surpresa me jogou na cama. Eu baixei uma alça do vestido dela, seus seios pedindo para serem beijados também e eu fiz, ou tentei fazer...


-Pare! É isso que você chama de conquistar uma garota? É assim que você tem conseguido sexo todos esses anos? Forçando?


-Forçando? Você está em cima de mim, Caroline, percebeu?


Ela ergueu a cabeça e pareceu se dar conta de onde estava.


-Eu acho que teríamos muita dificuldade em ser amigos Caroline, porque você nem mesmo pode ser beijada por mim sem tentar me violentar em seguida.


Ela saiu de cima de mim e tentou se recompor

-Você é um estúpido babaca. Eu devia estar maluca quando cheguei a pensar que você seria um homem de palavra.


-Boa noite, Caroline. Eu preciso abrir a porta, ou você prefere sair por onde entrou?

-Você vai se arrepender disso. Ela disse me fuzilando.

-Você também. Eu disse e ela desapareceu da janela, enquanto eu desabei na cama, ainda impregnado com o cheiro dela. Minha memória recuperou cada nuance daquele aroma e eu pude senti-lo por dias...pra a minha tortura e  quase desespero em todos os meus pesadelos...



*** Uma semana depois.... ***
Rebekah tinha o dom de fuder com os meus planos. Mesmo que sem querer, ela sempre estragava alguma coisa. Com ela por perto era como se meus inimigos triplicassem diariamente. Aquela idiota da minha irmã e a sua boca grande. Agora eu estava no meio do nada, próximo a um barzinho imundo procurando 3  vampiros para apagar da memória deles tudo que Rebekah havia contado sobre os nossos planos. Será que ela acordava todas as manhãs planejando várias formas de como destruir minha vida? As vezes parecia que sim. Depois Elijah me julgava por mante la empalada ao longo dos séculos. Se ela fosse mortal com certeza eu já a teria mandado para o inferno. Num momento de impulso e ódio claro. Eu me arrependeria depois como todo bom irmão que assassina sua irmãzinha. Mas lidar com o arrependimento era bem mais fácil que lidar com aquele produtor de problemas ambulantes. Não satisfeita em andar espalhando meus planos por aí, ela ainda tinha escolhido a pior espécie de vampiros para falar da minha vida. Vampiros traficantes. 


Aparentemente em New Orleans eles eram uma espécie de praga infestante. Segundo Marcel, ele não tinha acabado com eles ainda porque estaria indo contra sua própria regra de não matar vampiros. Mas que eles estavam dando bastantes problemas, e eram tantos que ele não podia simplesmente cimenta los no “jardim”. Eles eram como uma facção de vampiros a parte, que Marcel permitia que existissem porque a contenção seria desastrosa para as regras que eles criou para bom funcionamento da sociedade. No que me diz respeito, eu mataria a todos numa noite de tédio, afinal, de que serve ser rei, se você tem que obedecer a regras? Regras foram feitas para os outros, não para você mesmo. Marcel deve ter perdido esse meu ensinamento à seculos atrás, provavelmente estava distraído pensando da vadia da minha irmã enquanto eu perdia meu tempo tentando fazer dele um vampiro à minha imagem. 


Só de olhar para a placa daquele lugar eu já me senti cansado. Imundice. Nenhuma outra palavra. Eu entrei, disposto a apagar a memória dos vampiros que Rebekah descreveu identificados por um capacho de Marcel e voltar para a cidade. 

Mas eu consegui?


Claro que não. 


Primeiro eu achei que minha memória estava outra vez me pregando uma peça, um cheiro inconfundível se sobrepunha a imundície daquele lugar. A  forte luz do local parecia agora  parecia entrecortada por corpos que iam e vinham mas o meu foco não pôde ser desviado, porque o que vi bem ali no meio parecia um pesadelo, bem piores do que os que eu havia tido durante toda aquela semana.

Caroline estava em cima do balcão, se esfregando em dois vampiros, completamente fora de si, os olhos dela, raiados de sangue, vidrados contra a luz. Ela não era a única vampira naquele lugar. Mas era a única com a qual eu me importava. Bloqueei todos os meus impulsos protectores e procurei os meus alvos entre as cabeças expostas no local.


 Identifiquei o primeiro. Me aproximei, apaguei. Ninguém parecia ter notado a minha presença, pretendia ser rápido e limpo. Avistei o segundo. Fazendo o quê? Distribuindo sangue adulterado para 3 vampiras já num estado não muito confiável. 


A luz do local era gritante, e eu já estava quase me arrependendo de não ter tocado fogo em tudo. Seria um show, é verdade. Mas como eu disse, para que serve ser um rei se você não pode quebrar suas próprias regras. Me aproximei do segundo vampiro. Apaguei. Me encaminhei para o terceiro e esse seria mais difícil porque ele estava junto de Caroline, pelas minhas contas era o 7º que eu via dançando com ela, num curto espaço de tempo, dançando é uma forma de dizer acasalando com roupas. O que é dela estava devidamente reservado para mais tarde. No momento eu apenas não ia ficar vendo aqueles lixos se esfregando nela. Nem mais um segundo.


 Abri espaço até ao balcão, deixando os vampiros alerta no caminho. Quando Caroline me viu, ela ergueu a garrafa na mão dela e gritou para todo o mundo e arredores:

- Um brinde ao Klaus, o meu hibrido favorito. E bebeu um gole do que seria uma garrafa de vodka misturada com sangue adulterado. 


Obrigada Caroline.  Por dizer a todos esses vampiros quem eu sou e destruir o plano de descrição.

O vampiro do lado dela, desceu rapidamente na minha direcção, alertando outros 5 para que se juntassem a ele.


Isso seria divertido.



Engraçado que todos já tinham ouvido falar de mim, mas não do meu veneno. Há alguns dias que eu queria experimentar algo. Agora teria a oportunidade.


Um  vampiro se aproximou o suficiente para ter seu pescoço quebrado, e o coração arrancado do seu peito, e exposto para todos que tinham se juntado para torcer por ele verem o que os aguardava se se juntassem contra mim. Caroline gritou nervosamente, sem entender porque eu estava mutilando o seu amiguinho.


Ela gritou surdamente entre a multidão, não era possível ouvi la ou entende la sob a musica que tinha ficado vários tons mais alta desde de que eu usei o coração do traficante como troféu na frente de todos eles. Mas eu via o desespero exposto na força que ela imprimia para gritar. Para me impedir? Pobre Caroline. Vários vampiros foram se aproximando de vagar e quando se sentiram em número seguro atacaram ao mesmo tempo. Seis vampiros mortos. Não ainda mas em poucos segundos. Um deles conseguiu enfiar o pé de uma cadeira quebrado em mim. Nem sequer arranhou meu coração, esse mesmo pé foi o que eu arranquei do meu peito e estaquei o seu dono em primeiro lugar. Os outros 4 se afastaram. Caroline se aproximou.


- O que você está fazendo? O que eles fizeram para você? – ela gritava, agora bem perto, me dando socos e tapas numa velocidade muito pouco digna até para uma humana. O que quer que fosse que tinha dentro daquela garrafa, já estava surtindo efeito. Ela estava zonza e quase sem força.



Apenas o pensamento do que eles pretendiam fazer com ela foi o suficiente para me enfurecer. 


O suficiente para me fazer querer extinguir aquela raça de abutres. O suficiente para me fazer desejar transforma los em cinzas.



Eu não interagi com ela. Mas ela me distraiu o suficiente para que eu fosse atacado por mais dois vampiros, ambos com adagas.


Hora de experimentar meu futuro truque novo.


Eu mordi um dos vampiros uma vez, arrancando um pedaço da sua garganta e cuspindo como um animal. Arranquei os dois braços do outro enquanto o primeiro se levantava se curando. Assim que ele se aproximou, voltei a morde lo. Mais uma vez. E de novo. Novamente. Só mais uma vez. O meu veneno de lobisomem já estava se espalhando pelo corpo dele, era visível. Nunca tinha experimentado injectar uma quantidade significativa de veneno, ele se contorceu, arrancando suspiros de horror dos poucos que ainda ficaram para ver o que ia acontecer. Impaciente, mordi mais uma vez. E outra. E só mais uma. E foi o suficiente para ver o vampiro se transformando numa massa de carne podre. Em apenas alguns segundos. Lá estava. Meu truque novo funcionava. 

Já tinha valido a pena ter que consertar a burrada que Rebekah fez só para testar o poder do meu veneno. Poderia ter feito isso em qualquer outra situação. Aquela na verdade era era apenas perfeita. Peguei em algumas garrafas que estavam abertas e comecei a espalhar pelo lugar.  Algumas vampiras estavam deitadas num canto, como bonecos de cera, apenas aparentavam estar vivas. Meu corpo gelou. Caroline seria uma daquelas se eu não tivesse ido ali. 

Arranquei-a a força dos braços de dois vampiros que ainda tiveram a insanidade temporária de tentar leva la junto com eles. Arranquei a cabeça dos dois de um modo especial pela audácia. Mordi, rasguei, e abri todo o pescoço, separando por último o osso que ligava a cabeça ao resto do tronco com as minhas mãos.

Caroline chorou pedindo por favor que eu parasse. Me chamando de mostro assassino. 

Eu segurei ela pelo pescoço apoiando numa parede com força, machucando o suficiente para te la calada. E bati com sua cabeça na parede numa tentativa de castiga la por colocar a própria vida em risco assim. A adrenalina ainda percorria o meu corpo enquanto eu tentava recuperar o controle. Ela começou a espernear, tentando me atingir sem sucesso. Ela estava realmente muito fraca. Eu ia tentar conversar, mas a minha paciência era nenhuma. Quebrei o pescoço dela também, coloquei sobre as minhas costas e sai do lugar, espalhando mais algumas garrafas no caminho, e tacando fogo em tudo que restou.

Isso porque eu queria ser discreto.


Quando loiras se atravessavam no meu caminho, meus planos tinham tendência a não dar certo.



Coloquei Caroline dentro do carro e parei no primeiro motel que eu vi na estrada. Em breve ela acordaria, e minha paciência continuava sendo nenhuma. Eu ia acabar mantando aquela infeliz. De novo. Como ela se atrevia, primeiro, a vir para New Orleans sem me avisar, segundo a quase de prostituir NA MINHA CIDADE, e terceiro, a deixar que aqueles vampiros a enganassem daquele jeito? Eu nunca ia entender como a mente dessas mulheres funciona. Quando querem algo apenas vem o que querem ignorando tudo a sua volta, se deixando levar por todos e qualquer um que lhes parece útil no caminho.


Ela estava jogada na cama, com lençol por cima, porque eu também não sou de ferro. Eu podia até ter tirado os restos de roupa que ela tinha, mas não era obrigado a ficar olhando para ela nua enquanto a esperava  acordar. Aparentemente ia demorar. Peguei uma garrafa de whiskey e me servi, reorganizando os meus planos para o dia, ainda era de madrugada, mas eu já estava relativamente atrasado devido a demora da minha visita aos traficantes. 


Olhando para ela assim, adormecida, na sombra, ela parecia um desenho. As curvas, a cor, a textura da pele dela, por mais que eu a desenhasse nunca conseguiria captar aquela efemeridade que Caroline transmitiu ali dormindo. Eu teria que criar uma oportunidade de te la dormindo tempo o suficiente para fazer um desenho completo, nem que para isso ela estivesse que estar como agora eu : mais sangue no álcool que álcool no sangue. 


Por causa dela todo o lugar exalava álcool, tinha as minhas dúvidas quanto a ser seguro riscar um fósforo ali no meio. Voltei a olhar para ela, tão inocente, tão ingênua. As vezes eu esquecia que Caroline era só uma garota, que teve sua adolescência roubada pelo vampirismo. Tão insegura, tão cheia de vida, com tanto para aprender…  Caroline é tão boba e mimada que me faz rir, muitas vezes. A diferença entre nós é abismal, talvez nem num milhão de anos nós consigamos estar no mesmo patamar de experiencias de vida. Não que eu queira que ela seja como eu, que pense como eu ou que aceite as coisas que eu faço. Não. Ela pode continuar sendo ela, do jeito dela, mimada e cabeça oca, eu só quero que ela me julgue menos. Porque Caroline é extremamente insuportável quando ela quer te convencer de algo, e os valores morais dela são imutáveis, aconteça o que acontecer, ela nunca muda de opinião e inferniza quem quer que tente colocar algo de diferente naquela cabeça extremamente loira. 


- Klaus – ela acordou. Ela tentou se levantar sem sucesso perdendo a força nas pernas e caindo desajeitadamente de volta na cama segurando a cabeça com as duas mãos como se a vida dela dependesse disso. O lençol descaiu e ela ficou com os seios expostos à pouca luz que já entrada pela janela, já era de dia, e eu continuava ali. Aqueles seios expostos e o flash back deles direto na minha cara, aquela noite no meu quarto, há uma semana atrás....eu acho quem precisava beber agora era eu.

- O que foi? Porque você está olhando assim pra mim? – ela continuava segurando a cabeça com força, pressionando as têmporas, e apenas com um olho aberto, mesmo nesse estado deplorável de ressaca e provavelmente ainda sem lembrar o que tinha acontecido ela já acordava com aquela atitude de merda me dando vontade de ir lá e chacoacha-la bastante até ela lembrar tim tim por tim tim de cada insanidade dela naquela noite. Mas eu não queria perder a cabeça. 

Ela tentou levantar de novo, e mais uma vez as suas pernas não foram capazes de suportar o peso leve do seu corpo esguio. Eu ri. E ela caiu de novo, desta vez sentada no chão, ainda com o lençol meio enrolando na cintura dela.

- Não sei se você reparou mas talvez eu esteja precisando de ajuda aqui Klaus – o tom de impertinencia dela foi visível, e ela não obteria qualquer ajuda de mim falando assim. Eu cruzei minhas pernas e apoiei meus pés em cima de um banquinho cruzando os braços e admirando aquela imagem insólita.

- Klaus? – ela já estava ficando irritada por não obter nenhuma ajuda da minha parte, mas a ressaca a impedia de gritar, isso me fez rir de novo. Ela precisava aprender uma pequena lição, e esse momento era tão bom quanto outro qualquer.

- Se você quer ajuda, peça, e.d.u.c.a.d.a.m.e.n.t.e Caroline. Você conhece essa palavra? Educação? – eu questionei em tom de deboche, e a minha postura boemia não ajudou em nada. Ela estava possessa. Seus olhos cuspindo ódio.



- Você está falando sério? – a pergunta foi retórica, e tinha um tom de: você vai se arrepender disso mais tarde ou mais cedo.


Orgulhosa, ela não pediu por favor. Ela começou a engatinhar em direcção ao banheiro, e eu não aguentei ver aquela cena e continuar me fazendo de difícil, eu desabei em gargalhadas. 


As gargalhadas não cessaram com o olhar assassino dela, mas com a visão da bunda dela, exposta, naquela posição que lhe dava um destaque incrível. 

Resolvi ajudar a bunda dela a chegar em segurança no banheiro. Levantei e peguei ela no colo, ela teria esperneado se isso não provocasse dor. Detalhe sobre vampirismo, ele não aumenta apenas emoções, também intensifica ressacas, bebedeiras, efeito de drogas, Caroline ia aprender do pior jeito. Apoiei ela na minha coxa, colada ao meu corpo enquanto abria o chuveiro gelado, claro que ela me xingou quando sentiu o choque da água fria na sua pele quente. Ela me empurrou e tentou em vão sair debaixo de agua mas eu não permiti, segurando forte, e provavelmente quase a machucando pela terceira vez num dia em poucas horas, porque ela era teimosa e continuava insistindo. 

- Você quer que eu morra de pneumonia Klaus? – ela questionou com um olhar ríspido, e com novos tons de vida no rosto, aparentemente a agua gelada já estava surtindo efeito – Voce quer que eu fique doente Klaus? – ela repetiu a ladainha, como se estivesse dizendo a coisa mais lógica do mundo e eu tivesse atentando contra a vida dela, literalmente.

- Você é imortal Caroline. – eu lembrei contundente e quase sarcástico. A cara que ela fez em resposta foi cómica, aparentemente ela tinha esquecido desse detalhe por alguns instantes. E ao lembrar disso, ela também começou a ter flashes do que tinha acontecido algumas horas antes. Eu pude ver a expressão do rosto dela mudar. Eu deixei ela sozinha com suas lembranças antes que ela estivesse com forças suficientes para me irritar, ela teria que reunir  forças para se virar sozinha. Já era o suficiente ter que lidar com a erecção apertando dolorosamente a minha calça jeans.  A mulher que eu queria estava nua, no banheiro e vulnerável. Todo o meu corpo nesse momento queria que eu estivesse dentro dela. Mas eu devia lembrar que eu tinha amor próprio.

Peguei a garrafa de whiskey e bebi mais um pouco gole, dando boas vindas à ardência que o líquido provocou, desviando a atenção da ardência em outras partes do meu corpo. 


Ela saiu do banheiro, eu joguei um saco de sangue para ela. Poderia ter trazido a camareira para o almoço, mas Caroline aprendeu com Stefan como ser chata nível hard. E aparentemente ela era uma aluna brilhante. 

Se alimentar foi o suficiente para ela voltar ao estado normal. Ela respirou fundo como se tomando coragem para dizer algo péssimo, se empinou toda, e depois de um longo suspiro ela finalmente falou:


- Você é um doente filho da puta. – Ela olhou para mim, raivosa, sustentando o meu olhar igualmente odioso.

- E foi esse doente filho da puta, que salvou a sua vida hoje. Que te tirou das mãos daqueles traficantes. Você sabe o que eles fazem com as vampiras otárias que nem você? Eu sussurrei venenosamente bem perto dela, e segurando seu braço a impedindo de virar a cara e obrigando a me encarar. Eles drenam. E usam o seu sangue para alterar. E você sabe o que eles fazem com esse sangue Caroline? – Eu já estava quase cuspindo de ódio, e a força que eu estava imprimindo aos meus maxilares para dizer aquilo era notoriamente destrutiva. Ela empalideceu quando começou a entender o que tinha acontecido. – Eles dão esse sangue para outras pessoas beberem, é como uma droga. Que te deixa torpe, e vulnerável, para que façam com você o que bem entenderem Caroline. – A expressão de horror dela teria me comovido, noutro dia, noutra semana, noutro mês, noutro século. Eu larguei o braço dela com violência, e sai do quarto. Deixando a sozinha com os seus pensamentos humilhantes e memórias da carnificina que eu protagonizei na noite anterior. Da última vez ela tinha ido embora. Dessa vez quem estava saindo era eu. Será que fazer isso alternadamente se tornaria um hábito?




Eu nem sequer sabia onde estava. As memórias da noite anterior estavam voltando em flashes. Cada vez piores. Cada vez mais humilhantes. Eu me comportei como uma puta barata. E eu nem podia culpas o sangue alterado que bebi, eu já estava me comportando como uma puta bem antes disso. Quando eu sai de casa eu já sai com intuito de me meter em confusão. De encarar o acaso. De correr riscos. De me sentir livre. Procurar Klaus havia sido um ato de insanidade. Continuar na cidade a espreita observando seus planos foi burrice, mas o pior era não conseguir simplesmente depois daquela noite ir embora...Eu não conseguia apagar da minha pela as memórias daquela noite....isso não era normal, não era sensato. Tudo bem querer provar do fruto proibido uma vez, mas ficar se alimentando dele pro resto da vida não podia ser boa ideia.Eu me peguei tres vezes andando de madrugada em direção a casa dele. Eu mascarei a minha estada em New Orleans falando para mim mesmo "fique porque ele não manda em você". Mas na verdade esse era o meu lado "vadia louca" ditando as regras. Eu ensaiei escrever trocentas sms pedindo pra ele vir encontrar comigo em algum lugar divertido...mas não tive coragem de envia-las. Ficar alí não estava sendo divertido, mas eu não conseguia ir embora, porque isso significava deixa-lo.Então eu tive a bela idéia de que podia me divertir naquela cidade sem ele, Aparentemente minha ideia de diversão sem ele tinha sido um desastre, e o pior, não tinha sido sem ele. A minha cabeça estava doendo horrores, eu já tinha bebido 3 sacos de sangue, e ainda assim latejava. Se realmente era sangue de vampiro o que eu bebi na noite anterior, ainda estava no meu sistema, lutando contra mim. Me enfraquecendo. Mas ia passar. E quando eu pudesse pensar claramente, eu percorreria a estrada da humilhaçãoo, e agradeceria a Klaus por ter me resgatado do bar. Provavelmente abriria a cabeça dele com um machado por ter quebrado o meu pescoço, mas também agradeceria. Eu tinha me metido numa encrenca das grandes, apenas para evitar sucumbir aos meus desejos dele de novo. Essa era eu Caroline Forbes, a hipócrita. A culpa de tudo isso era da Katherine, a vadia original, eu adorava chama la assim. Ela costumava dizer que não existe originalidade nenhuma em ser vadia, e que ser uma boa vadia, era uma arte, se destacar entre todas as outras, um dom. Katherine. Ela que tinha me metido nisso em primeiro lugar. Atiçado a pequena vadia que havia em mim.


#Flashback On
“ – Então fique. Seja o amor da minha vida. Me ame mais do que você odeia a ele.
  — Desculpa Car, eu não posso fazer isso.

  — Não, não, Não, não se atreva a fugir de mim. Eu juro por Deus Tyler, se você der mais um passo, e é o fim. Sem mais surpresas, sem mais desculpas, sem mais chances, nós acabamos “
Essas foram as ultimas palavras que eu e Tyler trocamos antes dele me abandonar, de novo. E dessa vez por opção. Todo mundo acha que eu sou uma cabeça oca, uma garota superficial, e que eu só me importo com festas e coisas do tipo. Talvez eles tenham razão. Eu vivo lutando contra isso, eu vivo querendo ser quem eu não sou esperando que as pessoas me considerem uma pessoa melhor. Adivinhem só? Eu não sou. E neste preciso momento eu estou reunindo cada gota de superficialidade que existe em mim e assumindo toda ela. Eu tenho perdido o tempo de uma vida tentando fazer com que as pessoas que me amam fiquem comigo, meu pai, minha equipe, meus amigos, meu namorado … e se é pra perder, que seja em grande.
- Você vai procurar Klaus? – Katherine questionou já com um meio sorriso malicioso na minha direcção. Ela era uma cabra detestável, tinha me transformado em vampira, e estava ocupando o lugar na Elena no nosso quarto da faculdade. Quão fodidamente errado isso podia ser?
Dizem que a convivência estraga, me pergunto quanto tempo eu teria que conviver com ela para me transformar numa Katherina 2.0, porque claramente ela era persuasiva e manipuladora quanto baste.
- E se for? – respondi tentando ser evasiva mas curiosa pelo que ela teria a dizer.
- Se for, você é menos idiota do que parece.
- Depende muito do ponto de vista. Respondi contundente imaginando o que Elena diria se soubesse que eu me deixei convencer pela conversa da Katherine na noite anterior. Ou o que eu diria de mim própria se não fosse a autora da loucura. Mas numa coisa ela tinha razão, eu precisa saber, precisava experimentar, e não tinha nada a perder…
#Flashback Off


O dia começou mal, e estava terminando ainda pior. Quando você vive mil anos, um dia não representa nada na escala significativa de tempo. Mas o dia de hoje tinha valido por algumas décadas. Eu estava exausto, estupidamente mal humorado, e continuava sem paciência desde de que deixei Caroline naquele motel na estrada. Os meus planos não tinham dado certo. As coisas estavam andando para trás em New Orleans. Cada passo em frente eram dois para trás. Cada vez que Rebekah ou Elijah tentavam ajudar acabavam atrapalhando. Cada vez que conquistava um aliado, conseguia também 10 inimigos. As coisas tinham tendência a ser difíceis. Cada vez que fechava os olhos, o corpo nu de Caroline explodia em minha mente, meu corpo respondia a isso de uma maneira que eu tinha medo que outras pessoas percebessem. Não ajudou nada o que eu ouvi deles hoje durante o nosso almoço de familia que mais parecia uma reunião de negócios:


-Você parece nervoso, irmão. Precisa relaxar, não é bem a primeira vez que voce extermina vampiros e acaba com tudo em volta. Disse Elijah


Continuei calado porque eu não queria e nem poderia falar sobre aquilo.

-Eu já disse a ele que ele precisa transar regularmente, essa vida solitária geralmente deixa os homens nervosos e rabugentos. Rebekah completou.


Juntei  todas as minhas forças para não responder minha querida irmã a altura. Mas o meu bom e ético irmão tinha que dar o golpe de misericórdia:

-Não, eu não acho que Klaus precise de aventura. Eu acho que ele simplesmente tem que estar aberto para encontrar o amor verdadeiro. E deixar que isso entre na vida dele.

Isso foi demais.

-Cada dia mais percebo que a grande diferença entre mim e vocês não é o fato de ser híbrido. É o fato de não ser idiotizado por certos tipos de sentimentos.


Sai da mesa e os evitei durante todo o dia. Parecia que eles estavam adivinhando.

Cheguei  tarde em casa e pedi em silencio para que estivesse vazia, não queria encontrar nenhum dos meus irmãos naquele momento. A noite estava clara, a lua imensa protagonista daquele céu imenso de um azul peculiar. Nenhuma única estrela para dividir a atenção. Entrei em casa e fui directo pro meu quarto, meu celular tinha 149 chamadas de Caroline. Insistente. Será? Me dava vontade de rir pensar em alguém telefonando e esperando 149 vezes ser atendido e ficar no vácuo. De manhã eu estava excitado, irritado, e acabei deixando ela lá sozinha. Mas agora, a vontade que eu tinha era de encontra la de novo, mas não estava com paciência para discussões sobre como ela gosta de se meter em encrenca ou como ela era ridiculamente impulsiva. 

Eu senti o cheiro dela antes de abrir a porta do meu quarto. E sorri. Ela tinha vindo pedir desculpa. Bom, ela teria que se esforçar, bastante. 

- Oi Caroline. Cumprimentei antes dos meus olhos depararem com ela. Deitada, na minha cama. Com o sorriso mais filha da puta do mundo – o que você faz aqui?

- Segundo Einstein, para toda a acção existe uma reacção de igual força em sentido contrario. Então, eu estou aqui, apenas obedecendo uma leia da natureza. Vim aqui para te agradecer por ontem – ela terminou a frase me olhando esperando que eu respondesse.

- Tudo bem Caroline. Boa noite Caroline – eu respondi abrindo a porta que tinha acabado de fechar e  indicando o caminho para que ela se retirasse. Por essa ela não esperava, eu vi uma leve traço de indignação assombrar o olhar dela antes que a raiva subisse e tomasse o seu devido lugar.


- Você também me deve um pedido de desculpas Klaus. – ela exigiu, com os braços cruzados, me encarando.

- Sério? – eu previ que ia começar a ladainha, e eu eu tinha duas opções, acabar com aquilo, ou joga la pela janela. E por mais que eu tivesse com vontade de executar a segunda ideia, nós teríamos que conversar, mais cedo ou mais tarde. 


Quem diz conversar diz discutir, porque era isso que ela estava preparada para fazer quando eu fechei a porta, pela segunda vez em poucos minutos. A atitude dela associada a merda que tinha sido o meu dia me fez enfurecer.


- Eu te devo desculpas Caroline? EU TE DEVO DESCULPAS? Eu já falei quase gritando.


- Você quebrou o meu pescoço. Você me matou seu desgraçado! Ela já estava bem mais perto com o dedo apontado para minha cara acusadora.


Eu segurei os dois braços dela e a joguei em cima da cama, ela levantou depressa e arremessou uma escultura de aço que tinha na minha cabeceira na minha direcção. Eu não me desviei a tempo, e a ponta da escultura rasgou um pedaço do meu rosto.


- Vadia. 

- Não me chame de vadia, seu filho da puta – ela gritou avançando em mim novamente, tentando rasgar o resto do meu rosto com as unhas. Eu bloquei os braços dela, e joguei de novo na cama, agora a aprisionando entre as minhas pernas. Ela estava se debatendo, arfando, gritando, me xingando de alguns nomes que eu nem me dei ao trabalho se procurar um significado. Deixei que ela se debatesse, que tentasse em vão sair da posição que eu impunha. E aos poucos a minha própria raiva foi se dissolvendo junto com a dela. Até que ela parou de se mexer, e ameaçou começar a chorar. E eu decidi que era suficiente. Continuei em cima dela, pressionando com as pernas, mas liberei as mãos, como que dando um voto de confiança, que ela tinha oportunidade de mostrar que merecia, ou não.


- Retire o que disse. 

- O que? Que você é uma vadia? Como eu deveria te chamar então? 

Ela estalou a palma da mão na minha cara, e segurou o meu cabelo com uma mão, apertando a outra mão no meu pescoço. Eu deixei. Ela me encarou, colocando suas pernas em volta da minha cintura e beijando em vez de me morder. Eu podia jurar que ela ia me morder, rasgar alguma coisa, destruir uma parte de mim, a que ela alcançasse com mais facilidade. Mas a excitação, e o tesão, ao contrário da raiva não foram diluídos enquanto ela se debatia, antes pelo contrário, foram intensificados, fixados em nosso corpo como o suor. Brigar assim com Caroline envolvia uma paciência e concentração infinitas, de que eu não era particularmente provido. Mas aquilo eu podia fazer, aquele jogo eu podia jogar.  A parte interna das coxas dela roçando nas minhas enquanto ela exibia aquele decote absurdo bem na minha cara era impossível de aguentar.  A puxei com força mais para mim, e levantei colando o resto do meu corpo ao dela, e percorrendo o caminho suave do seu quadril até seus seios, mas antes que eu pudesse usar minha boca devidamente ela me empurrou de volta de costas pra cama com força, dando uma rebolada que provocou actividade dentro das minhas calças automaticamente.

Eu a virei  bruscamente enquanto ela deu um gritinho de surpresa e eu segurei as duas mãos dela sob a sua cabeça com força. Ela sorriu sob os meus lábios tentando calar a boca dela.

Ela desistiu daquele desafio sem razão se rendendo ao desejo bruto que sempre nos dominava quando estávamos juntos. Os lábios dela exploravam meu pescoço percorrendo o caminho mais longo pros meus lábios enquanto seu corpo se colava mais no meu.  E a intimidade poderosa do beijo devastador que partilhamos lançou expirais de calor pelo corpo. Me afastei apenas o suficiente para tirar a blusa dela, mas ela foi mais rápida se livrando do tecido, os seios dela eram pecaminosamente esculturais, ela mordeu os lábios sustentando o meu olhar, se exibindo com um sorriso pervertido. Eu beijei, lambi, suguei os seios dela da maneira que imaginei fazer por todos aqueles dias em que eles explodiam em minha mente. Ela gemia, minha mão percorria o seu corpo, eu queria livra-la agora daquela calcinha, ela ajudou imagino que temendo que eu destruisse a peça em segundos. Ela estava molhada, meus dedos podia mergulhar nela daquele jeito, mas minha língua implorava pra estar lá também. Eu usei minha língua em cada pedacinho daquela carne macia, quente e úmida, eu demorava mais nos pontos que faziam com que ela tremesse e susurrasse coisas sem sentido. Ela era deliciosa. Convidativa. Eu estava alí completamente dedicado na doce tarefa de faze-la gozar usando os meus dedos e minha língua em sincronia.

Eu me senti endurecer ainda mais dentro da calça jeans, a minha erecção já estava dolorosamente obvia, quando ela subia as mãos pelos meus abdominais expostos, percorrendo o caminho até a minha nuca e gemendo contra os meus lábios. Me livrei da calça que estava me oprimindo e meus dedos continuaram  a acaricia la intimamente e o beijo devastador que se seguiu engoliu o seu gemido de inegável prazer. Um prazer que se propagou, em ondas que drenavam todos os pensamentos claros da minha mente. A expressão quase obscura de desejo de Caroline aumentou ainda mais o meu tesão. Os músculos internos dela imploravam por algo maior e mais firme que meus dedos em volta do qual se envolver. 

Ouvi alguém chegando lá fora. Um carro. Rebekah. Droga. Caroline olhou pra mim com um olhar matador me ameaçando em silêncio. Eu estava com raiva. Aquilo não ia acabar do jeito que eu queria. Eu tapei a boca dela com força para abafar os seus gemidos agudos e  ela me olhou como se fosse me matar por aquilo. Eu me afastei dela, lentamente, como que esperando que ela não voasse tentando arrancar meus olhos, tentei me recompor antes de descer. Olhei para trás apenas para ver um último olhar assassino que ela me lançou antes de eu descer as escadas para encontrar a minha querida irmã, que merecia a morte. O quanto antes.


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Rita Fernanda

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MensagemAssunto: Re: ... Red Ice ...   Sex Nov 29, 2013 9:50 am

E o premio Cockblock vai para: Rebekah Mikaelson!! Genial!! Gostei bastante desse capitulo, principalmente pq as personalidades se assemelharam mais ao "real".
"-Primeiro, não acho que seus irmãos ficarão felizes em me ver. Segundo, eu nunca apoiei suas idéias megalomaníacas e terceiro: senhor rei, o fato de que eu esteja aqui no seu quarto no meio da noite não significa que eu esteja me oferecendo pra ser sua concubina." Amei particularmente essa parte! <3
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MensagemAssunto: Re: ... Red Ice ...   Sab Nov 30, 2013 7:24 pm

Tenkiu Smile)

Acho bom que vc goste mesmo, senão vai levar na cara!! u.u Razz
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MensagemAssunto: Re: ... Red Ice ...   Qua Dez 04, 2013 7:12 pm

Capitulo 3 - FIREFLY

"There's a firefly
Loose tonight
Better catch it
Before it burns this place down
And I lie
If I don't feel so right
But the world looks better
Through your eyes"
             (Ed Sheeran)
 
 



Eu estava deitada na minha cama, irritada, e necessitada, ouvindo a agitação lá em baixo na sala de convívio. Tinha uma festa da faculdade hoje, tinha todas as semanas, mas essa semana estava sendo particularmente difícil me concentrar nos prazeres mundanos duma festa de estudantes. Tudo me parecia a meio gás, era como se eu estivesse funcionando em alta velocidade, as vezes ficava me policiando tentando entender se eu não estava usando super velocidade em público ou algo assim. Parecia que o mundo estava numa frequência diferente de mim. Era estranho, incomodativo, desconfortável, e não havia nada que eu pudesse fazer para alterar isso. A não ser me livrar da excitação de ordem interplanetária que eu estava sentindo. Tinha duas opções, procurar Klaus para ele terminar o que começou e perder o pingo de moral que eu ainda tinha. Ou descer e transar com todos os caras da festa… e correr o risco de não ser suficiente. As vantagens de ser uma vampira eram incontáveis, incríveis e invejáveis, mas as desvantagens eram directamente proporcionais. Tudo era intensificado. E as vezes mais do que você podia suportar.
Ouvi os saltos de Katherine batendo nos degraus da escada. Eu estava mais sensível para tudo, não só para o quão molhada eu podia ficar cada vez que cochilava e meus sonhos se misturavam com meus pensamentos sobre Klaus…


- Oi. – Ela disse, como se o quarto fosse dela e a presença dela sempre bem-vinda. Katherine tinha uma cara de pau que eu estava pra ver nascer igual. Quer dizer… igual já havia, várias aliás, mas em personalidade, meu deus, como conseguia ser tão BITCH?!


- Oi Katherine. O que vai ser dessa vez? O quarto está cheio e você não pode mais fingir que é a Elena. – Eu respondi com cara de tédio eterno, imitando uma paisagem. Ela levantou a sobrancelha esquerda e fez um biquinho de clarividência. Eu não sabia ao que se devia mas instantaneamente fiquei com medo que ela pudesse ler meus pensamentos sobre Klaus e fiquei erecta na cama, esperando o que ela ia falar com vários níveis de receio se sobrepondo no meu cérebro e me fazendo ficar altamente envergonhada.


- Eu vim procurar a Bonnie. Você está bem Caroline? – Ela perguntou me encarando copiosamente por alguns segundos e segurando meu queixo para focar dentro dos meus olhos.


- Você tem tomado verbena? – Mais uma vez aquele olhar de clarividência, de quem sabe tudo que o mundo esconde e não vai te contar.


- Não. Eu afastei as mãos dela do meu rosto. – Bonnie não está aqui. Ela está em Mystic Falls esse final de semana.


- Você procurou Klaus não foi? – A mera menção ao nome dele já fez meu sangue correr mais depressa. Me senti esquentar rapidamente.


-Porquê? – perguntei num tom duas vezes mais alto e esganiçado que o normal. Com um certo medo da resposta.


- Nada. Isso explicaria muita coisa. Tchau Caroline. – e ela saiu rebolando e com aquela cara de gozação que me irritava profundamente. Como assim explicaria muita coisa? O que ela quis dizer com isso? Aquela vadia maníaca do caralho. Como se o meu desconforto não fosse o suficiente ela ainda vinha encher minha cabeça de abobrinhas inúteis.


Um flash de clareza mental foi o suficiente para entender exactamente o que ela estava pensando. Como eu não pensei isso antes? Não era normal eu me sentir como estava sentindo, eu nunca me senti assim antes. Nem depois de ser vampira. Nem com Tyler. Klaus, aquele filho da puta odioso. ELE ME COMPELIU. Eu ia arrancar os olhos dele várias vezes. Ele ia pagar caro por isso. Muito caro. Eu sequer troquei de roupa. Apenas calcei umas botas e desci as escadas deixando apenas o vento ser prova da minha passagem. A viagem até New Orleans seria longa e torturante, o suficiente para me deixar no ponto para destruir aquele animal. Me compelir. Depois de eu te lo procurado? Isso era um insulto da pior espécie. Eu ia mata lo. Ou pelo menos tentar.


 
Eu ouvi Hayley falando com meu irmão ao telefone. Eu queria entender como ela podia venera lo tanto em tao pouco tempo de convivência. Era como se ela o conhecesse a mil anos. Ela confiava a vida dela a ele. Pior. A vida do meu filho. Eu tinha tão pouca credibilidade com as pessoas a minha volta, que ninguém confiava em mim para cuidar dos interesses do meu próprio filho. Quem eles achavam que eu era? Meu pai? Que eu iria repetir os erros dele? Eles não viam que eu apenas queria ser o contrário? Eu apenas queria que meu filho não fosse eu? O que pode ser melhor para uma criança do que ser filho da criatura mais poderosa na face da Terra? Poder. Sempre. Quem tem poder tem tudo. Todos os dias da minha vida eu aprendi isso da pior maneira. Minha mãe aceitou suprimir o meu gene de lobo porque não tinha poder para enfrentar meu pai. Eu e meus irmãos fugimos toda a vida, porque não tínhamos poder para enfrentar meu pai. Marcel me entregou seu reinado porque não tinha poder para ir contra mim. E onde estava o amor nesse caminho? Meus irmãos confundem amor com tolerância para idiotices. Eles acham que se você ama alguém você tem que ter as necessidades dessa pessoa antes das suas. Você tem que se anular. Por isso eles vivem em função de mim e acabam sempre se fudendo. Eles me amam e me odeiam em igual medida, e a inteligência deles não permite que eles saiam desse ciclo vicioso. Eu vou ser sempre o centro desse triângulo defeituoso de fraternidade, porque eu sou o único que ouso assumir o que eu quero. Conseguir o que preciso, não importa quem tenha que ir ao chão para que eu possa subir. Ninguém pode me impedir. Nem eles. As suas traições já são um comportamento recorrente. Eu não preciso ser nenhum psicólogo para entender o que eles fazem. Eu não preciso ser nenhum psicólogo para ver que eles estão perdidos. Eu não preciso de nenhum psicólogo para ver que eles não merecem a minha confiança. Eu na realidade nem preciso pensar sobre nada disso. Eu estou exactamente onde eu quero. As custas do meu próprio esforço.



- Você não está digitando Camille. – Eu estava falando a alguns minutos para as paredes.


- Você está se repetindo. Como sempre. Se isso fosse um livro. Eu não leria. – A petulância da Cami era quase engraçada, tendo em conta que ela tinha razão.


- Você está dispensada para cuidar da sua vida Camille. – Eu levantei meu copo, em direcção a ela, fazendo um brinde silencioso à sua saída e ignorando o que quer que ela estava tentando dizer.


- Você está bêbado Klaus. – Hayley resolveu dar o ar da sua graça.


- E daí? – ela olhou para mim com cara de poucos amigos, bufou e saiu chispando batendo a porta. Camille aproveitou a deixa e fez o mesmo. E eu fiquei sozinho. Sozinho não. Com a minha garrafa. A sétima garrafa.


- Um brinde a mim, o maior, o melhor, o invencível, o incomparável. Klaus. – Meu copo foi em direcção a luz da lua. Noutro brinde solitário e com significado confuso que nem eu entendi.
Eu peguei minha garrafa e subi as escadas, iria dormir no meu quarto. Aliás, eu era novamente dono da minha casa depois de séculos. Ninguém podia me tirar isso, ninguém podia estragar a minha vitória. Não essa.


Bateram na porta.


Imaginei que fosse Elijah ou Rebekah com o rabo entre as pernas, ou querendo exigir algo a que não tinham direito e ignorei. Só parei no meu quarto. Tipo poucos minutos de paz até sentir cheiro de queimado. Rebekah. Ela estava pondo fogo na minha casa. E eu dei a única adaga que eu tinha a Elijah. Ela estava pedindo para dormir algumas décadas.


- Klaus. Eu sei que você está aqui!


Caroline? Porque raios Caroline estava colocando fogo na minha casa? Dei meia volta e olhei em direção ao andar que ficava no subsolo.... ela certamente estava lá em baixo com cara de possuída por algum espirito maligno e colocando fogo na minha biblioteca particular. Essa garota estava precisando levar uma coça pela petulância. Quem ela achava que era? Só porque eu era apaixonado por ela ela achava que podia fazer o que queria? Ela ia aprender uma pequena lição hoje. Eu desci as escadas não apenas irritado e bêbado, mas extremamente cansado, ou seja sem nenhuma paciência pra esse tipo de coisa. Eu tinha ligado pra ela várias vezes desde aquela noite em que voltei ao quarto depois de falar com minha irmã e encontrei um bilhete no lugar em que antes ela estava: "Vou ficar devendo essa a Rebekah. Você tem noção do quanto isso seria errado?" Ela nunca atendeu minhas ligações. Eu poderia ter me deslocado rapidamente até onde ela estava e tentar salvar um ou dois livros originais da minha coleção , mas decidir ir andando porque  o caminho me daria tempo para pensar num castigo apropriado pra uma garota mimada que brinca com fogo. 


Literalmente.



- Klaus. – eu soube que iria pagar caro pelo show de pirotecnia assim que o vi entrar pela porta. Os olhos dele estavam laranja. Ele ia me matar. De novo. Filho da puta. Ele veio em direcção a mim, agarrou meu braço com força me chacoalhando antes de falar encarando o fundo dos meus olhos.


- O que você pensa que está fazendo Caroline? – ele quase cuspiu essa pergunta. Eu jurei por momentos que ele ia me compelir de novo para que eu parasse. Para me obrigar a fazer o que ele queria. Ele era um filho da puta sem respeito nenhum. Eu nunca ficaria com alguém assim.


- Você me compeliu seu animal. Eu quero que você retire isso da minha mente imediatamente! – dessa vez quem gritava era eu, quase chorando de ódio, tendo em conta a minha impotência. Onde eu achava que estava indo? Me vingar de Klaus? Como se alguém pudesse realmente se vingar do abominável vampiro das neves. Ele era invencível, e eu sabia disso. O que só me fazia ser uma idiota indo lá e provocando. Ele ia me destruir. Eu tinha a certeza.


Ele colocou as mãos nas minhas têmporas e se concentrou. Eu sabia, sempre soube que ele podia ler pensamentos. O mundo era uma merda, e era extremamente injusto que ele visse todos os meus pensamentos com ele, eu, e ausência de roupas, se não fosse pelo facto de que aquilo também me dava abertura para ver os pensamentos dele. Embora continuasse sendo indigno porque eu só via o que ele me permitia. E ele me mostrou, uma moeda? Era um íman, minúsculo, no meu colar, no meu medalhão. Era um imã de verbena? Sim. Ele tinha colocado uma minúscula conta folheada em metal, cheia de verbena, dentro do meu medalhão. Ele não tinha me compelido, antes pelo contrário, ele tinha garantido que nenhum dos irmãos dele me compelisse. Cuidado? Eu diria que sim. Ele devia achar que eu estava vulnerável por estar com ele, e que os irmãos dele poderiam me usar para conseguir algo. Esse acto por si só demonstrava o quanto ele realmente se importava comigo, e eu estava me sentindo um lixo por ter me deixando induzir pela Katherine de novo. Com certeza aquela vadia fez aquilo de propósito para que eu o procurasse de novo. Teria que me certificar de ficar a par dos planos dela para mim, e porque ela estava tão interessada em me jogar nos braços de Klaus. Depois.


- Klaus. Eu estava errada, eu me deixei levar…


- Eu não quero saber. – ele cortou minha frase no meio, com uma fúria que por momentos eu achei que ele ia me agarrar ali no meio do fogo. Ele pegou o extintor e calmamente disparou na pequena pilha de livros que eu havia começado a queimar. Eu não conseguia indentificar se aquilo nos olhos dele era ódio ou desdém. Ele veio em minha direção, os olhos em fúria, ele todo era fúria nesse momento. Eu fechei os olhos e achei que dessa vez, seja qual fosse o papel que eu tinha na vida dele, não importava mais. Ele vinha furioso em minha direção, eu devia estar louca por que eu achava aquilo sexy...ele poderia me beijar agora e transar em cima da escrivaninha... Mas não, ele apenas chegou muito perto, arrancou o meu colar de uma forma bruta e fez aquilo que eu mais temia…


- Agora entre. Calada.
Eu estava compelida. E como se não fosse suficiente, ele tirou meu anel de dia. Agora eu também estava presa. A mercê dele. Na casa dele. Na cidade dele.


O que ela estava pensando? Ou o que eu estava pensando? "Tem noção do quanto isso é errado?" Sim, Caroline. Isso é errado: não apenas pra você como também pra mim. Você significa problemas. O que eu já tinha passado desde que você acordou e resolveu "re-entrar" na minha vida. Quantos minutos de paz eu tive? Quantas vezes ocupei meu pensamento apenas com os meus próprios objetivos de fortalecer o meu reinado? A verdade é que sua presença na minha vida estava sendo uma droga...literalmente. Você faz com que eu me sinta confuso e o pior: me torna vulnerável. E vulnerabilidade é uma coisa que consegui banir da minha vida com muito esforço. Mas isso você nunca entenderia. Você talvez conheça a minha história, mas não passou pelo que eu passei. Acha que é confortável pra mim ter uma cabeça loira circulando pelo mundo que pode ser usada facilmente por meus inimigos, assim que souberem que eu faria tudo pra te proteger? Assim que souberem que eu me importo com você? Entenda, assim como você eu também não gosto do que sinto, não é confortável estar ligado a alguém tão diferente de mim. Não é confortável pra mim ter uma história com você.


Eu não verbalizei essas palavras, isso apenas queimava minha mente. Caroline estava sentada na minha cama me olhando como se esperasse uma ordem. Claro que ela estava esperando uma ordem.


-O que faço com você, Caroline? Eu não pretendia verbalizar essa frase, mas as palavras saíram antes que eu pudesse mante-las apenas em minha mente.


-Na verdade você pode fazer o que quiser. Eu não tenho escolha.


Eu caminhei até ela devagar.


-Então eu vou ter que escolher por mim e por você. Ela me olhou assustada. Mais assustada do que eu achei que ficaria. Assustada como se achasse que eu ia dizer para ela caminhar ao sol do meio dia, ou arrancar o seu próprio coração. No entanto meu plano era bem menos doloroso. Exatamente isso. Eu queria evitar dor, evitar a agonia. Eu iria ordenar algo que seria o melhor pra mim e pra ela. Aquilo que vivemos ficaria na minha memória como um sonho, ou como as páginas de um bom livro. Mas não se repetiria. Nunca mais a dor, a agonia, nunca mais a contradição. Eu não merecia aquilo. Nem ela. Ok, talvez ela merecesse pra parar de julgar os outros....mas quem era eu pra julga-la.


-Não. Isso não. Por favor não. Eu não quero.
Ela gritou isso.


-Eu não vou matar você Caroline, não vou pedir que tire sua própia vida.


-Você vai apagar minha memória. Você estará acabando com uma parte da minha vida de qualquer maneira.


-Eu estou sendo benevolente com você, tentando desfazer todo esse grande mau entendido. Tentando consertar o seu erro de ter me procurado, porque de nós dois só eu posso fazer isso. Estou certo de que você também faria se pudesse.
Ela baixou a cabeça, lágrimas rolaram daquele rosto lindo quando ela levantou o olhar e me encarou. Eu podia acariciar o rosto dela pela eternidade. Ela disse baixinho:


-Você está me condenando a permanecer covarde.


-Você tem idéia do quão errado isso é?


-Eu aprendi esses dias que o conceito de certo e errado é algo muito pessoal.


-O que faço com você Caroline? Perguntei olhando pra ela e andando em circulos no quarto. Eu sei que estava parecendo um desesperado e não sei porque estava ainda dando ouvidos a ela.


- Qualquer coisa. Só não me faça continuar vivendo uma farsa, dormir e acordar com medo de sonhar, de pensar, de admitir.
Eu tinha outra alternativa? Sim, eu tinha. Eu me senti o cara mais babaca do mundo, porque eu poderia  fazer o que eu queria tão facilmente...mas aí estava eu dando ouvidos a ela. E calmamente, como se eu não fosse Klaus, como se de alguma maneiro a gentileza do Elijah estivesse impreganada em mim, eu desfiz o poder que tinha sobre ela, usei um colar que guardava como lembrança da minha mão e recoloquei o pingente e por ultimo, como se eu fosse um desses tolos apaixonados recoloquei o anel no dedo dela.


-Você está livre Caroline.


Ela se ajeitou na minha cama, olhando o anel que eu havia devolvido a ela, cruzou as pernas em cima da cama e segurou meu travesseiro como se fosse um bicho de pelucia.


-Eu disse que você está livre Caroline. Você já pode ir embora.


-Se eu estou livre, isso significa que eu também posso ficar se eu quiser...ou não?
Eu não podia acreditar naquilo.


-Ok....então fique a vontade, eu estou saindo.


Eu virei e caminhei em direção a porta antes que a cara de desapontamento dela me fizesse voltar, sai rápido usando toda velocidade para ser rapidamente tragado pela noite de New Orleans, antes que pudesse escutar o que ela começou a balbuciar quando passei pela porta. Sim, eu  agora tinha noção do quanto aquilo era errado, do quanto aquilo poderia me custar. Eu queria simplesmente continuar a ser eu.
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Pedro Crows Nest

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MensagemAssunto: Re: ... Red Ice ...   Sex Dez 13, 2013 8:36 pm

Capitulo 4 - Everything Has Changed

All I knew, this morning when I woke is I know something, know something know I didn't before. And all I've seen since 18 hours ago is green eyes and freckles and your smile in the back of my mind, making me feel like. I just wanna know you better, know you better, know you better now – Ed. Sheeran feat. Taylor Swift

A minha intenção não era andar a noite inteira. Seria ridículo isso, fugir de Caroline.
Eu não achava que ela viria correndo atrás de mim, a não ser que fosse pra me jogar algo, me acertar de alguma maneira, me envergonhar em público.

Eu entrei  e bebi bebida barata em dois ou três bares, me alimentei e apaguei duas ou três humanas, andei sem destino no que parecia pertencer a uma propriedade rural e vi o sol nascer do alto de uma árvore. E agora no caminho de volta, com todas aqueles seres matutinos que começavam a povoar a cidade e me olhavam como se eu fosse um mendigo, eu estava lamentando não ter usado meu carro pra sair de casa.

Olhei o meu reflexo na vitrine de uma loja. Não havia sangue das garotas em mim, mas minha cara não estava boa, minhas roupas estavam amassadas...pra quem quer ser o rei da cidade eu não parecia nada nobre. Tudo o que eu queria era chegar em casa, tomar um banho, me refazer e depois....depois eu faria o que eu quisesse...como sempre. Mas claro que isso não seria tão fácil porque Elijah estava no meu portão.

-Ao que devo a honra irmão? - Eu disse para tentar força-lo a ser discreto sobre a maneira como ele olhava pra mim e pra minhas roupas.
-Está.....tudo bem Niklaus?
-Não sei Elijah, você que tem que me responder isso...está?
-Parece que você teve uma noite um tanto ou quanto movimentada....

Meu irmão é assim. Ele nunca desiste de expor seus ossos a luz do dia.

-Isso não teve nada a ver com disputas de vampiros, pode acreditar. Isso é coisa minha, Elijah.
-Acredito. Ultimamente você vem cultivando coisas "suas" demais.
Onde ele queria chegar com aquilo? Olhei de relance pra casa e estremeci.
-Você está de saída Elijah?
-Não. Eu acabei de chegar. Estava esperando você pra poder entrar na sua casa, como manda a boa educação.

Elijah estava começando a me irritar...e as pessoas ainda acham estranho eu ter neutralizado os membros da minha família por anos...

-Como vê, meu irmão, eu acabo de chegar de uma noite movimentada. Eu agradeceria se pudéssemos conversar sobre isso uma outra hora. Eu posso te convidar para um chá.
-Você sabe que precisa de uma...digamos, "boa" bruxa trabalhando pra você se quiser realmente firmar o seu propósitos, não sabe?
-Sim, Elijah, eu sei. Mas hoje eu não estou no dia mais indicado para caça as bruxas
-Posso ver isso claramente meu irmão....ele me olhou de cima a baixo, mas caso queira reconsiderar isso aqui está um endereço de alguém que pode lhe ser útil. E as informações sobre a pessoa em questão você encontra aqui.

Elijah me deu um envelope e foi caminhando em direção ao seu carro. Eu fiquei parado olhando para ele, ele abaixou o vidro e disse:
-Quando estiver em paz com "suas coisas" Niklaus, convide-me para um chá.

Eu achei que ele olhou de relance pra casa. Mil coisas se passaram pela minha cabeça. Há quanto tempo teria ele estado alí me esperando? Há que horas Caroline teria ido embora? Não havia sinal de que ele tinha entrado na casa, não havia cheiro dele no interior. Mas algo não normal, inquietante pairava no ar. Eu não precisava ter medo de ninguém então essa sensação estranha só poderia significar que eu estava ficando paranóico.

Desci para o meu quarto e a evidência de que algo realmente estranho pairava ali e parecia gritar para todos os meus sentidos. Eu já sabia o que me esperava quando abri a porta, mas confesso que abri pedindo pra estar errado, enganado, qualquer coisa, menos certo.

Caroline dormia, como um anjo. Um anjo que eu deveria querer atirar pela janela. Mas ali estava eu, perplexo pelo tipo de "paz" que ela transmitia dormindo na minha cama, meu travesseiro apertado entre seus seios, o lençol branco envolvendo seu corpo pálido vestido apenas por minha camisa favorita.

Eu devia me perguntar em quantas coisas minhas ela tinha vasculhando desde que a deixei alí sozinha e disse pra ela ir embora. Sim, eu disse pra ela ir embora, mas o que eu poderia esperar? Desde quando ela faz o que eu mando?

Caminhei em direção a janela que estava um pouco entreaberta....teria Elijah sentido o cheiro dela? Não que ele saiba exatamente o cheiro dela, mas saberia ele que havia alguém no meu quarto me esperando? Alguém que eu estava escondendo? Estremeci pelo risco  que ela correu, que nós corremos....sim, agora de alguma maneira que eu ainda não sabia explicar, havia um "nós". Olhei pra cama e ela tinha os olhos entreabertos.

-Que  tipo de homem chega em casa a essa hora da manhã e nesse estado?
- O que você pensou que estava fazendo ao dormir aqui Caroline? O Elijah acabou de sair daqui. – eu informei contundente, querendo ver a agonia nos olhos dela quando teve consciência que podia ter sido vista. Ela ficou pálida, e engoliu em seco.
- Ele sabe que eu estou aqui? – ela perguntou devagar, meio a medo de obter uma resposta, mas já esperando que eu tivesse cantado em alto som que ela estava ali na minha cama como se possuísse o local… eu deixei que ela ficasse ansiosa por alguns segundos e depois percebi a inutilidade desse tipo de jogo infantil e respondi apenas – Não.  

O alívio dela foi instantâneo. E eu segui pro banheiro. Esperando que ela tivesse mais juízo que aparentava e sumisse dali. Mas é óbvio que ela não saiu. Essa garota não tem juízo nenhum. E ela está numa missão para me enlouquecer. Quando eu sai do banheiro, pelado, com algumas gotas de água escorrendo, ela estava em cima da minha cama, com o envelope que Elijah me deu, lendo um dos papéis.

- Quem é Alex? – Ela perguntou ainda vestida com a minha camisa sem olhar para mim.
- Ninguém que você precise saber. Eu fui até ela e arranquei o envelope das mãos dela como se faz com as crianças, ela ia resmungar quando percebeu que eu estava nu. De novo ela engolindo em seco mas dessa vez por uma razão bem diferente do medo ou da angústia. Dessa vez era por algo bem mais visceral. Era desejo.

- Você não tem uma roupa para vestir? – Ela perguntou muito lentamente como quem está apreendendo uma nova língua e não está certo de como as palavras se agrupam ou soam quando conjugadas. Eu estava me divertindo com a situação dela. Se ela achava que podia me enlouquecer com as atitudes inconstantes eu também podia mostrar a “deusa da sabedoria e da razão” que ela não era de ferro.

- Tenho. Você esta usando uma delas por exemplo. Talvez você queira devolver…
- Para alguém que reina na cidade você tem muito pouca roupa…  - e foi a vez dela entrar no banheiro e me deixar falando sozinho.


Quando eu sai do banheiro já era Caroline de novo. E Klaus já estava vestido para o bem da minha saúde mental.

- Então nós vamos para Paris? – Eu disse sentando na cama e mexendo no celular.
- Nós? – Klaus olhou para mim recriminatoriamente.
- Você disse que ia me levar lá um dia se eu quisesse. Você vai – enumerei com uma mão -  Eu quero – equilibrei com a outra. Não vejo qual é a sua dificuldade em perceber o meu raciocínio. – conclui representando o movimento de uma balança equilibrada agora com as duas mãos e cruzei meus braços.
- Caroline. Esse não é de todo o melhor momento para visitas turísticas. Eu disse sim que te mostraria tudo o que você quisesse ver nesse mundo. E mantenho o que eu disse. Mas o mundo não se fez num dia, nem vai acabar amanhã. Então talvez você possa adiar as suas vontades por mais uns tempos. Eu tenho outras prioridades. E claramente você não quer saber delas e vai me atrapalhar.
- Klaus. Eu não sou a Katherine. Eu não vou ficar fugindo de você por 500 anos. Eu sei, comparação terrível –  disse chacoalhando a cabeça e renegando minha própria fala – Eu estou aqui agora, e você tem duas opções. Pegar ou lagar. Seja ela qual for, será de vez. Tic Tac.

Eu abri a porta e desci as escadas, com ele atrás de mim.  O telefone tocou. Era Elijah. Pude ouvir que eles falavam do tal Alex. Era alguém poderoso. E Klaus precisava dele.  Se ele tinha conseguido tirar a cidade do tal do Marcel para que raios ele precisava de outro parceiro no crime? Ele desligou o telefone e centrou sua atenção em mim que estava procurando um bolsa de sangue.

- Você é uma pirralha mimada sabia? Eu me demorei na posição em que estava, porque eu tinha certeza que e minha bunda parecia fabulosa daquele angulo e eu achei justo desestabiliza lo um pouco.
- Correcção Klaus: Eu sou a pirralha mimada. Não a sua irmã. Não a sua amiga. A pirralha mimada por quem você está apaixonado, e que sabe que gostaria de chamar de minha mulher. Isto sou eu passando por cima de tudo que eu acredito e te dando uma chance de consegui lo. Chame de falha na natureza, surto psicótico, o que quiser… Mas essa é a sua chance. E não sou eu que estou em dúvida aqui. Não dessa vez.

Ele riu.

- Ninguém pode dizer que te falta obstinação Caroline. Quanto tempo você demora a ficar pronta? Porque eu tenho um voo dentro de 3 horas. – Ele estava me desafiando. Ele definitivamente não me conhecia.
- Eu nasci pronta Klaus. – Peguei minha bolsa que estava na cozinha, onde eu tinha deixado quando procurava por sangue, coloquei no ombro e apenas disse:
- Quando você estiver pronto eu estou pronta.
- Você não vai levar malas? - ele olhou para mim como se um extraterrestre verde com olhos em cada poro tivesse tomado o meu lugar.
- Quanto menos eu levar, mais posso trazer. Eu disse com os olhos brilhando fazendo uma lista mental de todas as lojas que eu poderia invadir e trazer tudo de graça.
- Eu sempre soube que seu real interesse na viagem era esse.
- O que mais seria? – eu perguntei rindo para disfarçar o facto de que agora era sério. Eu e Klaus. Juntos. Sem desculpas. Sem enganações. Ok. Talvez hiperventilar não seja uma reacção adequada para uma vampira que acaba de tomar a decisão da sua vida. Mas foda-se. Vou hiperventilar em Paris.
                                                                     
 

…..  depois …..


Eu estava fazendo minha check list. Mesmo sendo uma vampira era difícil ver tudo que a cidade da Luz tinha para me oferecer. Onde raios estava o Klaus? Ele tinha me deixado sozinha nas noites anteriores . As negociações com o Alex deviam estar sendo realmente difíceis. Ele devia ser a chave para algum golpe no futuro. Algo grande. De outra forma não vejo razão plausível para ele ter me deixado sozinha duas vezes. Embora eu agradecesse de alguma forma, por não ter que lidar com o assunto “noite” visto que estávamos dividindo o mesmo quarto. Agora que eu pensava nisso, ele nem chegou a usar a cama do hotel, que é magnifica diga se de passagem. E gigantesca. A impressão que eu tenho é que estou deitada numa piscina de nuvens, sozinha.

Ele devia estar exausto depois de dois dias comigo e duas noites com o Alex. Não sei exactamente quantos aos planos com Alex, mas os meus incluíam uma rotina exigente e muita pressa. Eu tinha conseguido ver 70% da minha lista em 20% do tempo que seria suposto. A minha lista era impossível de cumprir, mesmo para um vampiro. Então eu estava contemplando a  folha de papel para decidir qual seria a ultima coisa que eu veria…  afinal, hoje era meu ultimo dia e já estava entardecendo.

Arc de Triomphe
Avenue des Champs Elysees
Laduree

Musee du Louvre
Jardin de Tuleries
Place de La Concorde
Tour Eiffel
Champs de Mars
Trocadéro
Notre Dame

Conciergere
Sacré-Coeur
Moulin Rouge
Jardin de Luxemburg
Pantheon
Operá Garnier
Galeries Lafayette


Eu não conseguia decidir e a horas estavam passando…. Fui arrumar minhas malas e quando vi já era noite. E se eu já estava me sentindo ridícula pela quantidade de malas que eu empilhei no quarto, definitivamente o olhar e o risinho de deboche de Klaus quando chegou não me ajudaram em nada.  

- Você sabe que não pode levar tudo isso no avião não sabe? – Ele já foi avisando sem conseguir conter a cara de gozo.
Eu realmente estava triste. Eu comprei muitas coisas é um facto. Mas caramba. Era eu, Caroline Forbes, em Paris, pela primeira vez. Não podia ser diferente. E ainda tinha a minha lista por acabar. A minha expressão deve ter sido mais significativa do que eu quis demonstrar porque ele parou de rir da minha desgraça para me ajudar.

- Você pode enviar tudo num navio.

- Serio? – se olhos brilhassem como diamantes, eram assim que os meus estavam. Instintivamente eu pulei nos braços dele num abraço apertado. E claro que não seria só um abraço. A tensão sexual que temos acumulado ao longo dos últimos dias já estava quase insuportável. E sentir o cheiro dele, e os braços dele envolvendo minha cintura definitivamente não ajudam aquilo que eu chamava de libido de vampiro. Nunca superaria a velocidade com que eu ficava insuportavelmente excitada e necessitada desde de que virei vampira. E pelo que eu via, os mais de mil anos de Klaus não faziam com que fosse mais fácil para ele. Mas ele não queria dar o primeiro passo. Provavelmente achava que eu tacaria fogo em todo hotel se ele ousasse, então foi mais uma vez a minha vez de me livrar dos meus limites mentais e beija lo. Imediatamente ele começou a saborear meu corpo com as mãos, firmes, fortes. Ele já não precisava de mais nenhuma dica de que eu queria aquilo tanto quanto ele.

 Ele me levantou e segurou com força ocupando minha boca com a língua e me fazendo tremer com a extensão do contacto. As mãos dele eram realmente incríveis. Eu poderia até esquecer que aquelas mãos macias, e sensuais eram as mãos de um assassino impiedoso se isso importasse. Mas não importava, a única coisa que importava no momento era que eu queria Klaus, e queria rápido. Por mais que eu quisesse prolongar a sensação de desejo cru e animal por um longo tempo, meu corpo não concordava comigo, e não queria esperar para te lo dentro de mim. Eu recuei um pouco, tentando recuperar o controle sobre mim mas ele não deixou, e me pressionou contra a porta do quarto me tendo exactamente como ele queria, e agora com as mãos mais livres para explorar. Eu sustive a respiração, tentando acalmar a enchente de sensações no meu corpo, tentando não parecer tão necessitada. Ele estava segurando as minhas mãos agora, impedindo que eu o torturasse também. Era exactamente assim que ele me queria, a mercê dele. No tempo dele. E cada vez que ele roçava o meu pescoço, ou os meus seios com a boca, eu abafava um “por favor”. Não sei se seria por favor pare, ou por favor continue, porque meus pensamentos não passavam de pequenas névoas. Quando ele libertou minhas mãos para tirar minha blusa eu recuperei um pouco de consciencia. Nós ainda estavamos vestidos. Isso não estava certo. Ele desceu a boca pelo meu pescoço, fazendo a trilha dos botões da minha blusa, cada botão era um rasto de beijos e chupadas. Eu consegui usar as minhas mãos pra me livrar do resto da minha roupa antes que ele resolvesse prolongar isso, e o empurrei pro chão tentando ter algum controle da situação e agora tirando a roupa dele, que parecia se divertir com a minha ansia. Aquilo me deixou desperta, querendo que ele também sofresse. Ele me agarrou antes que eu conseguisse desapertar o cinto que ele usava e eu enlacei as minhas pernas na cintura dele, me esfregando deliberamente e o sentindo atráves das calça jeans. Eu lambi os lábios dele, e mosdisquei o queixo e marquei seu pescoço chupando com força. Ele segurou o meu cabelo e me beijou de novo. Como se fosse a primeira vez. Como se nunca tivesse sentido o meu gosto. Agora sim eu podia sentir que ele estava no mesmo lugar que eu. Necessitado. Apressado... Ele me ajeitou ainda enlaçada na sua cintura e tirou o próprio cinto e eu ri entre beijos porque agora estavamos jogando justo. E porque eu tinha frustrado os planos dele numa transa longa e demorada. Não que não fosse querer essa, mas não agora. Agora eu queria rápido. As mãos dele não eram suficiente, a boca, por mais gostosa que fosse me lambendo, me beijando, me mordendo, também não, ele estava apenas me encurralando num abismo e se ele não colaborasse comigo eu me perderia sozinha no meu próprio prazer. As minhas mãos mostravam exactamente o que eu pretendia, o puxando mais pra mim, como se fosse possivel estarmos de fato mais perto um do outro. Ele me virou de costas, interrompendo o meu assalto, e atrasando uma vez mais o que eu queria e continuou torturando o meu pescoço com a boca e meu seio com uma mão enquanto a outra desceu para me encontrar tão humida quanto ele supunha que eu deveria estar. Ele usou apenas os dedos, e as próprias vibrações do meu corpo eram uma suplica por mais. Eu rebolei um pouco, me roçando e já meio que me encaixando como queria, apesar de estar de costas isso não tinha que ser uma desvantagem, queria te lo dentro de mim tão depressa quanto fosse possivel e ele não me fez esperar mais, me preenchendo e apertando com força. E eu nunca tive tanta consciencia do meu corpo como no momento em que meus músculos se abriram para a sua passagem, eu dei um gritinho quando ele começou a investir com força e ritmicamente. Ainda não tinha me harmonizado naquela posição quando ele me virou matando meus gemidos com beijos e voltando pra dentro de mim.  Os movimentos se tornaram mais exigentes e mais rapidos  momentos antes deu sentir a onda percorrendo o meu corpo  e me enfraquecendo na sua passagem enquanto encarava os olhos dele. E a boca. Nunca superaria aquela boca, agora marcada pela minha mordida. Eu ainda estava formigando mas eu queria mais. E dessa vez eu queria lento. E eu queria minhas mãos livres. Dessa vez minha boca ia ser protagonista. Eu me mexi no momento em que o meu cérebro recebeu o impulso exterior. O celular dele estava tocando. Eu atendi sem pensar.

- Aqui é Alex, Klaus. Estou na entrada do seu hotel te esperando.

Alex.

Alex, com quem Klaus tinha passado as duas noites em que me deixou sozinha.

Alex, a quem Klaus veio procurar com tanta disposição.

Alex, a quem Klaus chamou de “prioridades” ainda em New Orleans.

Alex não era um homem.

E se a voz fosse um prelúdio, era uma mulher gostosa pra caralho.

Filho da puta
.
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MensagemAssunto: Re: ... Red Ice ...   Qua Dez 18, 2013 9:26 pm

Capitulo 5 Je T'aime.... Moi Non Plus
 
”Je ne sais pas si je trouve mes yeux dans tes yeux.
Je ne sais pas adoucir ma douleur avec vous,
 mais où je vais prendre votre regard
 et où tu ma douleur.”
 
“Já não sei se encontrarão os meus olhos nos teus olhos.
Já não se adoçará junto a ti a minha dor,
mas por onde for levarei o teu olhar
e para onde fores levarás a minha dor.”
 
 


Eu mal percebi que o que passou zunindo e se espatifou na parede era o meu celular. Caroline saiu de cima de mim ao mesmo tempo em que me arremessou contra a cabeceira da cama. O impacto deve ter sido ouvido no hotel inteiro.
 
-Você está maluca?
-Quem é Alex?
-Outra vez essa pergunta. Você sabe....
 
Então eu parei e percebi o que tinha acontecido e lembrei que deveria almoçar com a Alex naquela manhã. Eu pretendia desfrutar da noite de Paris com Caroline, mas as negociações com Alex tinham que ser feitas cuidadosamente, então eu não poderia dispensa-la . Estava tentando me dividir...Olhei para meu telefone em pedaços, peguei o  do quarto e liguei pra recepção:
 
-Pode avisar por favor a senhorita que está no saguão que desço em alguns minutos. Ah, e sirva champanhe a ela como desculpa pelo meu atraso.
 
Caroline parecia uma estátua de cera do outro lado do quarto, sentada na poltrona e enrolada com um lençol como se eu nunca a tivesse visto sem roupa antes. Eu cheguei perto:
-Fique longe de mim.
-Alex representa negócios.
-Alex é uma mulher.
-Sim, ela é. E também uma bruxa extremamente poderosa com quem eu preciso me aliar, se quiser governar minha cidade sem correr riscos de motins ou traições.
-E você negocia isso como? Dormindo com ela?
 
Eu respirei fundo. Ela não queria realmente saber dos meus planos para a minha cidade, do meu reinado, do que eu pensava sobre equilíbrio do mundo sobrenatural. Nada disso pra ela importava porque nesse aspecto eu era apenas o sádico megalomaníaco. Alí ela era apenas a garota mimada com ciumes de que alguém também usasse o seu brinquedo.
 
-Eu diria que ela tem sido também uma boa distração, uma boa companhia, alguém que perece entender perfeitamente o meu universo, com quem eu posso falar de igual pra igual. Uma mulher madura e não uma garota temperamental que não sabe o que quer da vida....E um excelente antídoto contra o meu desejo de agarrar você todos os dias quando chego e você está quase nua no que seria o meu lado da cama.
 
Ela bateu palmas como se estivesse louca, os olhos dela na verdade pareciam loucos.
-Excelente, Klaus! Parece que você encontrou a pessoa certa pra sua vida. Eu só não entendo porque o cara que  sai pra encontrar a sua musa inspiradora volta tão faminto pela garota temperamental que não sabe o que quer da vida. Ou eu entendi errado e o que fizemos agora foi a forma que você encontrou pra que eu lhe pague pela viagem? Eu não sou sua puta!
 
Cheguei mais perto dela. Eu estava enfurecido a ponto de sentir meus dedos afundarem na poltrona, se eu não mantivesse minhas mãos longe, aquilo seriam os  braços de Caroline se fragmentando:
 
-Que tipo de garota idiota é você que pensa que estou te tratando como prostituta? Você acha realmente que eu preciso pagar uma prostituta?
 
Se havia medo nos olhos dela, ele foi ofuscado pelo rancor, ódio , fúria ou seja lá o que for que ela estava sentindo.
 
-Claro que não, você pode compelir o mundo inteiro pra transar com você.
-Da mesma maneira que compeli você agora não foi? Da mesma maneira que compeli você pra vir comigo, pra me provocar a cada segundo dessa viagem?
 
Os braços da poltrona estavam destruídos pela minha ira, ela levantou, tentando passar por mim, a respiração dela, o lençol fino entre nossos corpos nus, aquilo estava me deixando com tesão outra vez, mas ela não podia ganhar o jogo.
 
-Essa é a minha deixa pra sair da sua vida Klaus. Eu vou embora.
 
Joguei ela de volta na poltrona que deslizou batendo de encontro a parede. Fui até lá, estava em cima dela outra vez.
 
-Não se atreva a ir embora de Paris sem mim. Não se atreva a brincar de esconde-esconde comigo. Eu não sou seu brinquedinho, Caroline. Mas já que você quer bancar a garota mimada comigo eu vou te tratar como deve ser. Você vai voltar comigo e nós não vamos voltar pra New Orleans. Eu vou levar você até Mystic Falls e entregar você a sua mãe e dizer a ela que cuide de você até que você esteja pronta pra viver no mundo dos adultos.
 
-Você não se atreveria! Você não pode fazer isso e você não pode me obrigar a ficar aqui...
 
-Na verdade eu posso. Sim, Caroline eu posso compelir, eu posso manipular.... E eu estou sendo agora misericordioso e dando a garota de cidade pequena a chance de desfrutar dessa cidade. E você pode escolher entre fazer isso da forma como você planejou ou fazer isso colada nessa cadeira até que um dia eu decida voltar e te levar embora.
 
Eu estava literalmente em cima dela e a tensão sexual que existia entre a gente naquele momento me deixava ainda mais irado. Eu tinha transado com ela, ela tinha destruído meu telefone, ela tinha me dito coisas estúpidas, nós estávamos brigando...então porque porra meu pau estava duro só por encostar nela?
 
-Vá. Você parece pronto pra encontrar a sua...."garota perfeita".
 
Ela realmente sabia jogar. Havia quase um sorriso irônico por trás da maneira rude como ela me disse isso. Eu busquei revanche colocando minha mão sob o lençol indo exatamente entre as pernas dela, ela as contraiu fechadas, eu forcei. Eu sabia que ela não tinha repulsa pelo toque, ela apenas não queria que eu percebesse o que eu já sabia. Ela estava molhada. Foi minha vez de  expor o sorriso cínico.
 
-Tenho que ir, Caroline, um cavalheiro não deve deixar uma dama esperando. Ah...e nós temos uma agenda hoje a noite...combinamos ontem.
-Filho da puta.
 
Eu ignorei e fui direto tomar banho, me vestir e parecer apresentável. Por sorte Alex parecia bem humorada sendo cortejada por todos os homens que trabalhavam no hotel naquele dia.
 
-Eu espero que o champanhe tenha servido um pouco como substituto a minha companhia.
-Nada substitui a sua companhia Niklaus, ela disse rindo graciosamente.
 
Observando os gestos dela eu poderia dizer que ela seria a companheira perfeita pra Elijah e toda sua nobreza. Ela certamente se interessaria por ele e ele poderia continuar seguindo o ciclo de ficar com as mulheres que eu tenho usado de alguma forma, com algum propósito e deixado pelo caminho.
 
Por sorte Alex não era só uma bruxa poderosa, ela também entendia suficiente de tecnologia pra me levar pra comprar um aparelho novo e tudo o que tive que fazer foi inserir o meu chip torcendo pra que os meus contatos estivessem gravados nele.
 
A lista de museus que Alex queria que eu visse a fim de me mostrar peças que ela havia roubado e substituído por réplicas para usar as originais em rituais de bruxaria , era imensa. Mas eu não tinha desistido da minha agenda para Caroline a noite e Alex sabia que eu tinha uma agenda nocturna.
 
-Não se preocupe, você vai estar liberado a noite para sua garota misteriosa.
 
O comentário dela me pegou de surpresa, mas eu fingi não me abalar. É claro que alguém já tinha falado pra ela que eu não estava sozinho em Paris. Eu havia acompanhado Caroline em vários programas tediosos de compras. Mas se ela disse "garota misteriosa" é porque ela não sabia o nome. Então Rebekah iria finalmente me servir pra alguma coisa.
 
-Uma vampira loira. É a minha irmã, Rebekah.
-Sua irmã está aqui? Porque não fomos apresentadas?
-Rebekah tem problemas de socialização, melhor deixa-la assim, acredite você não está perdendo nada por não conhece-la.
-Que pena que é sua irmã. Me informaram que é uma loira extremamente bonita. Se não fosse sua irmã poderíamos fazer coisas interessantes, os três. Ou sua família não liga pra essas regras bobas mundanas?
-Eu não pegaria a Rebekah nem que ela não fosse minha irmã.
 
Alex pareceu entender o meu recado. E eu fiquei imaginando o que de "interessante" Caroline seria capaz de fazer comigo e com ela se eu fosse louco o bastante de fazer a proposta. Objetos voando, móveis incendiados, meu novo celular se esborrachando no asfalto da Champs-Élysées não me pareceram imagens mentais interessantes.
 
Voltei ao hotel e Caroline não estava no quarto mas havia um bilhete: "Não voltei sem você. Estou curtindo Paris do meu jeito, de acordo com a minha mente de garota de cidade pequena. Não esperei por você porque certamente isso não seria interessante para alguém tão cosmopolita" PS- Lembre se que eu não sou Katherine, não tenho razões para fugir.
 
Então aquilo era um jogo de gato e rato em Paris, Caroline? Eu tinha que cancelar meus planos de uma noite perfeita com você  e te procurar aleatoriamente na cidade que tem a noite mais movimentada do mundo? Eu fiz uma lista mental de todas as coisas que eu iria dizer a Liz Forbes quando fosse entregar a filha pra ela. E eu pretendia fazer isso em grande estilo, eu não seria nem um pouco discreto.
 
Porque,  de todas as mulheres da face da terra,  eu estava envolvido com uma como ela? Damon um dia me disse que Elena o havia perdoado porque todas as más ações dele tinham um propósito. Mas que Caroline não me perdoaria porque todas as minhas más ações não tinham propósitos. A verdade é que Elena conseguiu enxergar a verdade dos propósitos dele e aceita-lo como ele é, mas Caroline não consegue nem mesmo dialogar comigo sobre os meus propósitos. Ela, ou faz minha análise psicológica-, ou simplesmente não quer saber de nada a respeito.
 
Eu comecei a procurar por ela no Quartier Latin, a musica alta dos bares a mistura de cheiros dos restaurantes daquele bairro anunciaram desde a minha chegada que não seria uma tarefa fácil. Eu tive que me controlar bastante para não arrancar as cabeças dos gentis donos de restaurantes que insistem em tratar os turistas como presas que precisam ser caçadas. Havia alguém dançando tango e uma cabeça loira aplaudia efusivamente na roda que se formava em torno dos dançarinos,  saí tentando romper a multidão e puxei a dona da cabeça pelo braço e quando ela se virou percebi que na verdade "ela" era "ele" o travesti me olhou e lambeu os lábios:
-Adoro homens violentos.
"Não, você, não adora". Eu soltei o sujeito e saí dali antes que tivesse que protagonizar um assassinato em massa que colocasse em risco a minha aliança com a Alex, que me fez prometer ser discreto na "cidade dela".
 
Não, Caroline não estava alí. E Paris é aquela cidade onde se locomover de carro é uma odisseia, mas eu preferi isso a ter que enfrentar o metro e todas aquelas pessoas com cheiro de morte que perambulam nas estações a noite.
 
O engarrafamento me deu tempo para olhar para um cartaz que anunciava um desfile aberto de moda em Saint-Germain-des-Prés, isso seria bem a cara dela, então vamos lá.
Compeli um cara pra me dar a última vaga disponível no estacionamento.
As boutiques do bairro estavam ao que me parece fazendo uma mostra de suas coleções. Era bom Caroline estar aqui porque as garotas que estavam desfilando no momento eram uma visão que conseguiria  me entreter enquanto ela estaria prestando atenção nas roupas e querendo comprar todas.
 
Eu dei uma volta em todo o local do evento, estava bem mais calmo do que no Quartier Latin e eu pude constatar mais facilmente que ela não estava lá. Onde aquela estúpida se meteu? Eu ponderei se valia a pena sair e procura-la ou ficar ali e compelir três daquelas modelos pra que me servissem até o amanhecer. Mas algo como um instinto me disse que eu devia procurar aquela maluca, antes que ela arruinasse meus planos de ser discreto na cidade da Alex.
 
Um garoto me entrega um panfleto, uma festa em um clube noturno chamado Palais Maillot . Li as atrações da noite,aquilo parecia ser bem o tipo de música do qual ela gostava e que eu não conseguiria passar um minuto ouvindo sem querer matar um. Com o trânsito caótico eu levaria meia hora pra chegar até lá.
 
A música ensurdecedora quase me fez desistir de entrar e esperar por ela alí mesmo, caso ela estivesse lá dentro , quando ela resolvesse sair. Havia uma fila de pessoas desesperadas aguardando na entrada, eu ia compelir o porteiro pra me deixar passar quando o telefone toca, olhei o display pensando ser Caroline que criou algum tipo de juízo e retornou minhas ligações. Era Alex.
 
-Klaus, parece que sua irmã está prestes a dar problemas na minha cidade. Pode fazer com que ela seja só um pouco mais discreta, agindo como um ser humano comum?
 
Por um minuto eu havia esquecido da mentira que contei para Alex sobre Caroline ser Rebekah.
 
-Na verdade eu a estou procurando Alex. Tem alguma idéia de onde ela possa estar agora?
-Moulin Rouge, meu bem, onde mais? Ela pode até ser anti social como você disse, mas parece que a garota sabe onde buscar diversão.
-Eu vou busca - la.
-Bem, pelas informações que recebi ela não fez nada grave...ainda. Então apresse-se, querido.
 
Moulin Rouge! Tão óbvio! Porque eu não pensei nisso antes? Porque eu não lembrei que daquela vez em que ela brigou comigo foi curtir a noite quase se prostituindo na minha cidade? Claro...claro que ela iria pra o outro lado da cidade, bem longe do nosso hotel, mas em um local extremamente óbvio. O famoso Moulin Rouge e seu bairro que cheira a luxúria, onde tudo parece feito pra te proporcionar uma estadia realmente boa em Paris. Museu erótico, sexy shop, casas de diversão para adultos. Você encontra espaço pra qualquer tipo de fantasia. E eu a deixei molhada e extremamente irritada comigo hoje de manhã.
 

Burro.


                  ****************************************************



-ELE ME CHAMOU DE CAIPIRA, praticamente!
Eu estava gritando dentro do táxi. O motorista já sem sabia o que fazer. Compelido para me ouvir calado e só dar opinião quando devidamente solicitada.
- Ele me trouxe para Paris… para comer outra mulher. Você está entendendo o quanto isso é fodido?
- Vocês são casados?
O olhar com o qual eu encarei o retrovisor foi o suficiente para o taxista saber que aquela pergunta tinha sido ofensiva.
- Ele disse que queria ser o último. Ele só esqueceu de me falar que eu seria só mais uma. Eu realmente achei que de alguma forma doentia e distorcida eu era especial para aquele filho de uma arreganhada. Você entende?
- Senhorita, você devia se acalmar. Aquelas pessoas que a senhora atacou na rua podem lhe trazer problemas. Aqui existem muitos gangues de rua, não é seguro uma moça como a senhorita – ele percorreu meu corpo com o olhar, como que tentando me fazer entender onde ele queria chegar sem dizer as palavras necessárias – ficar andando por aí na rua arrumando confusão e falando sobre como um vampiro, lobisomem que tentou matar a senhorita, transformou  o seu ex namorado, e matou a mae dele entre dezenas de outras pessoas… Não é todo mundo que é tolerante com pessoas como a senhorita…. 
- Pessoas como eu? Como assim? - Eu já tinha compelido o taxista para esquecer tudo que eu falei assim que eu pusesse o pé para fora do Taxi, então podia falar o que eu quisesse….
- Especiais.
Fiquei emocionada com a sensibilidade do senhor. Tão bondoso.
- Se a senhorita quiser, eu posso leva la a instituição onde a senhorinha estava internada com segurança, e avisar os seus familiares que  teve um surto.
Surto? Internada? Instituição? Filho da mãe. Ele disse que eu era “especial” porque ele achava que eu era doente mental.
Em vez de ficar frustrada até a medula, eu comecei a rir desesperadamente, quase me engasgando, deixando o senhor um pouco mais preocupado do que ele já estava.
Eu estava passando por doente mental porque  estava me corroendo de ciúmes de Klaus com Alex! Meu Deus, realmente eu não deveria estar muito boa da cabeça para estar pagando um mico desses, e me humilhando para um taxista que só estava ouvindo meus devaneios porque eu o compeli.
Se Klaus queria estar com Alex, era com ele mesmo. Se ninguém é de ninguém então que comece a festa.
- Moulin Rouge por favor. Eu quero ir para lá.
- Sozinha senhorita? – O taxista realmente estava preocupado comigo e com o meu estado mental. Isso era meio que fofo.
- Sozinha nunca. Lá estará cheio de gente. Estarei muito bem acompanhada. – Ele fez um retorno de forma brusca e partimos em direcção a minha última noite em Paris. Não ia perder mais um segundo da minha eternidade pensando da filha da putice que o Klaus tinha feito comigo.
Ao entrarmos na rua, eu tive a certeza de que eu estava no lugar certo. Numa só palavra, luxúria.
- A senhorita quer ver um show do Moulin Rouge ? – o taxista perguntou meio que tentando entender o que a louca pretendia num lugar como aquele.
- Ver? – eu ri – eu pretendendo ser o show.
- A senhorita é bailarina? Porque a única forma de você fazer um show lá é sendo bailarina. E boa, muito boa.
- Boa noite. Obrigada pela viagem. E por me ouvir. Eu coloquei algumas notas no banco e sai do táxi. Decidida.
Eu não achei que seria realmente difícil, mas a segurança do lugar era apertada, e eu tinha tido que compelir mais de 10 seguranças e alguns managers para entrar. Também foi necessário compelir as bailarinas que iam se apresentar essa noite. E o pessoal de serviço nos corredores. Mas ninguém naquela joça de cidade ia me impedir de fazer o que eu queria. Eu já estava vestida adequadamente, quer dizer, despida adequadamente. Aquilo que eles chamam de roupa de apresentação eram umas pequenas linhas de contas brilhantes que tapavam praticamente nada. A única coisa que elas faziam era chamar atenção para o lugar onde estavam colocadas com todo o cuidado. Me fazia lembrar algumas fantasias insólitas que eu via as mulheres usarem no carnaval brasileiro, a única coisa que tapava o corpo delas era purpurina. No meu caso algumas contas nos lugares certos, e um enfeite de penas nas costas, como se as costas eu não pudesse mostrar, já o resto…. O show dessa noite era especial, por isso que tinha muita produção nos bastidores e eu tive tanto trabalho para conseguir me infiltrar. Hoje estaria havendo um show “privado” para um grupo de árabes importantes. Eles tinham fechado o local só para eles, e segundo o que eu entendi isso queria dizer que no mínimo eles eram donos de mais coisas que eu poderia listar.
- 2 minutos.  – ouvi alguém gritar, era a minha deixa. Eu olhei para trás e vi as meninas ainda se preparando. Eu iria me apresentar por 5 minutos sozinha e depois elas entrariam para uma coreografia que eu obviamente não sabia, então eu sairia discretamente do palco. Deixando as verdadeiras bailarinas fazerem o seu trabalho. Talvez eu ficasse para ver o restante do show.  A minha barriga estava fria de excitação. Nunca tinha feito nada tão legal na minha vida. Bati três palminhas pra mim própria antes de ouvir o
- Em 3
- 2
- 1
E entrar.
E eu arrasei.
Eu me via reflectida nos espelhos e isso me fazia sentir extremamente sensual. Eu não tinha o feedback do que o público estava achando porque eu estava cega pelas luzes. Mas eu podia ver meus contornos, e caramba, eu estava muito gostosa. As contas brilhantes mudavam de cor a cada novo movimento e davam um tom espectacular a minha pele. E as penas, se moviam junto comigo sensual e sinuosamente. Eu estava me divertindo e morri por alguns segundos quando 3 caras entraram no palco e me elevaram para uma taça de champanhe. Eu estava dançando numa taça de champanhe gigante. Com champanhe verdadeiro.  A manager não tinha me dito que aquilo fazia parte do show mas eu estava adorando.  Em algum momento perto do final da musica os árabes começaram a se levantar e aplaudir de pé. E eu joguei uma das contas da minha roupa fazendo com que a parte que tapava os meus mamilos se desfizesse. Mas eu não fiquei com vergonha. Antes pelo contrário. Eu abri os braços e fiz uma reverência elegante agradecendo aos meus espectadores. Eu fiquei gelada quando tiraram as luzes do palco e focaram neles. Klaus estava entre eles. E, ou estava muito enganada, ou ele ia me matar. Ele estava de braços cruzados, lábios apertados, contendo a raiva. Se ele achava que ia me intimidar estava muito enganado. Se ele queria brigar, muito bem. Afinal. Eu também queria.
Eu já estava me vestindo quando bateram na porta do meu camarim. “Meu camarim”, isso soou tão glamoroso, acho que vou querer ficar em Paris pra sempre. Devia ser Klaus querendo me arrastar pro hotel e me dizer todos os impropérios que ele tinha pensado no caminho. Como se depois dele ter trocado tempo comigo por tempo com Alex e ter me chamado de jeca algo que ele fosse dizer ainda pudesse me magoar.
Bateram de novo. Não era Klaus. Ele já teria colocado a porta a baixo.
- Sim. Pode entrar – eu disse ajeitando o vestido e procurando os sapatos adequados no meio de todas aquelas roupas fantásticas.
Ele entrou, era um homem muito moreno, eu diria da cor do pecado, olhos pretos, cabelos igualmente pretos e uma boca reta, ele tinha uma estatura imponente. Eu poderia dizer que era um dos homens mais bonitos que eu já vi.
- Sim?
- Eu sou Calim.
Meu deus o sotaque. Ele tinha daqueles sotaques molhadores de calcinha que destroem a moral de qualquer pessoa e as fazem querer fazer coisas imorais com estranhos.
- Olá eu sou a Caroline – eu disse toda sorridente, talvez sorridente até demais.
A manager do show entrou no camarim também e falou rapidamente que era comum para aqueles homens “convidarem” mulheres para se juntar a eles. E que algumas bailarinas já tinham sido convidadas por alguns do empregados do Calim para passar algumas temporadas na terra deles. E que tinha sido o tempo da vida delas. Eles eram muito generosos com a convidada. E ele queria me levar com ele. Aparentemente era a primeira vez que alguém chamava atenção do chefe. Meu ego bateu no teto, obviamente e eu fiquei meio atordoada.  Lembrei de uma vez uma tia minha excêntrica dizer que um homem tinha oferecido não sei quantos camelos por ela em Marrocos. Eu ri.
- Você está interessada em ouvir a minha proposta Caroline? – a voz dele realmente era muito máscula e eu estava muito inclinada para aceitar qualquer tipo de proposta que ele quisesse fazer. Mas Calim não foi rápido o suficiente e Klaus respondeu por mim
- Não, ela não está.

E nesse momento eu soube que teríamos problemas. Muitos problemas.
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MensagemAssunto: Re: ... Red Ice ...   Sex Dez 27, 2013 5:44 pm

Esta fanfic está sendo actualizada semanalmente no seguinte link: http://fanfiction.com.br/historia/439881/Red_Ice_Klaroline/


O forrumeiros está sendo actualizado e as postagens tem sido uma aventura.


Smile
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MensagemAssunto: Re: ... Red Ice ...   Dom Jan 12, 2014 1:36 pm

Adorei.
Estas de parabens.
Quando vais continuar?
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MensagemAssunto: Re: ... Red Ice ...   Dom Jan 12, 2014 1:39 pm

Olá. Obrigada. A fanfic continua sendo postada neste link>>> Red Ice Só clicar aqui em cima! Smile
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